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35 mil novas marcas auriculares permitem recolha de ADN do efetivo bovino nos Açores

35 mil novas marcas auriculares permitem recolha de ADN do efetivo bovino nos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente afirmou esta segunda-feira, em S. Miguel, que a utilização de novas marcas auriculares constitui uma ferramenta inovadora que vai alterar o panorama da identificação animal nos Açores, através da recolha de ADN, e contribuir para o sucesso do Programa de Controlo e Erradicação da BVD implementado pelo Governo dos Açores em parceria com as associações agrícolas.

Luís Neto Viveiros, que acompanhou a primeira ação de colocação das novas marcas auriculares em vitelos de uma exploração leiteira no concelho da Lagoa, adiantou que foram adquiridos 35 mil ‘brincos-ADN’, prevendo-se um reforço de mais 20 mil com o objetivo de abranger todo o efetivo bovino do arquipélago, onde anualmente nascem cerca de 90 mil animais.

“Estes ‘brincos’ permitem, no momento da aplicação, colher uma amostra de tecido no pavilhão auricular”, que cai dentro de um tubo acoplado e que é selado automaticamente, frisou Neto Viveiros, acrescentando que possibilitam a realização de “um conjunto de análises” sem recolha de sangue e “permitem criar uma base de dados espetacular relativamente a todos os bovinos que nasçam na Região”.

O titular da pasta da Agricultura destacou ainda o investimento de cerca de meio milhão de euros na implementação do Programa de Controlo e Erradicação da BVD que, não representando qualquer risco para a saúde pública ou para os consumidores, provoca elevados prejuízos nas explorações devido às quebras de produção e mortalidade animal.

Questionado pelos jornalistas, Neto Viveiros destacou “o invejável estatuto sanitário” alcançado na Região, tanto a nível nacional como europeu, relativamente às doenças de declaração obrigatória, designadamente ao nível da brucelose, que já não regista animais infetados em nenhuma ilha.

Os Açores, que já detêm o estatuto de ‘Região Oficialmente Indemne de Brucelose Bovina (BB) em seis ilhas – Santa Maria, Graciosa, Pico, Faial, Flores e Corvo – vão também apresentar à Comissão Europeia a candidatura da Terceira e de São Jorge a este estatuto.

A candidatura de São Miguel, ilha onde ainda se vai manter a vacinação e plano de vigilância, será apresentada após o final do período de tempo exigido para a não ocorrência de casos, que se deixaram de verificar em 2015.

O Secretário Regional afirmou que, também por isso, é possível “dar este passo” no sentido de apoiar os lavradores no combate às chamadas doenças da produção, realçando a “parceria” com as associações agrícolas e o empenho dos produtores.

O Governo Regional aumentou em 22% as dotações financeiras destinadas este ano ao melhoramento e sanidade animal e mantém gratuitos relevantes serviços e múltiplas análises prestadas aos agricultores açorianos.

Pretende-se, assim, contribuir para a capacidade exportadora da Região e, também por esta via, para o aumento do rendimento dos produtores de carne e leite e criadores de novilhas, salvaguardando simultaneamente a qualidade alimentar, a segurança dos consumidores e a capacidade de assegurar confiança nos animais e produtos regionais.

Para a agropecuária açoriana, numa altura em que as barreiras sanitárias são, cada vez mais um sério entrave à movimentação de animais e comercialização de produtos derivados, a evolução registada na qualidade sanitária e as medidas implementadas são também fundamentais face aos novos desafios que se colocam, em particular à fileira do leite.

GaCS

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