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A Açorianidade é “identidade e cultura”, afirma Avelino Meneses

A Açorianidade é “identidade e cultura”, afirma Avelino Meneses

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou, em Ponta Delgada, que a Açorianidade, cujo espírito é um “misto” de mundividência e isolamento, se assume como “a identidade e a cultura” dos Açorianos.

“A açorianidade é a nossa identidade, a nossa cultura, nem mais nem menos do que um conjunto de ideias e de práticas acumulado pela sociedade, de geração em geração, e transmitido por herança aos vindouros, como dádiva da tradição ao universo da modernidade”, frisou Avelino Meneses, que falava sábado, em representação do Presidente do Governo, na apresentação do livro ‘Domingos Rebêlo – Pintura’.

Para Avelino Meneses, é precisamente essa identidade cultural “muito específica” que alicerça  a Autonomia e que é “essencialmente” resultado da vivência de “mais de meio milénio num ambiente díspar do continental”.

“Nesta época da globalização, no arquipélago como no demais mundo, a conformidade de práticas e de representações, suscita uma uniformidade artificial avessa ao reconhecimento de especificidades”, salientou, acrescentando que, por “razões acrescidas”, a individualização de “uma identidade cultural constitui uma mais valia”, que se traduz na comunidade “em superioridade moral e progresso material”.

Na sua intervenção, salientou que Domingos Rebêlo, pintor e escultor de origem micaelense, autor, entre outras obras, do quadro ‘Os Emigrantes’, ao retratar cenas do quotidiano, da natureza e das gentes, contribuiu para a definição da “identidade cultural açoriana”.

Avelino Meneses referiu ainda que, em matéria de cultura, a política do Governo dos Açores assenta num “princípio básico” de que “não é, de todo, o monopólio de meia dúzia de sábios ou de uma dúzia de intelectuais”, como também “não é apenas, nem sequer predominantemente, feita em escolas, institutos e academias”.

Para o Secretário Regional, a cultura, como defende Teresa Rita Lopes, “é uma produção de ar livre, dependente da participação de todos nós”, alertando que “quem ignorar isto, engana-se a si próprio e engana a comunidade dos seus concidadãos”.

GaCS/RL Açores

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