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Agricultores jorgenses com dificuldades para alimentar o gado

Agricultores jorgenses com dificuldades para alimentar o gado

Em São Jorge, à semelhança do que se passa em outras ilhas, os agricultores estão com dificuldades em alimentar o gado, devido ao rigoroso inverno que tem assolado o arquipélago.

Entretanto a Secretaria Regional da Agricultura já veio anunciar a disponibilização imediata de apoio aos produtores.

 

 

 

Os agricultores jorgenses estão preocupados com a falta de alimento para o gado, tendo a Associação Agrícola feito já um pedido à Secretaria Regional da Agricultura para um apoio nesta área.

O inverno rigoroso que se tem feito sentir já fez com que muitos lavradores gastassem quase todo o stock de alimento que tinham armazenado.

João Sequeira, o presidente da Associação de Agricultorres, revelou que “neste momento, os agricultores estão a passar por uma fase em que os alimentos que tinham guardados escasseiam”, uma vez que “tem chovido muito, os terrenos não têm posto erva, de maneira que estão a passar por dificuldades”.

O presidente da Associação disse que já pediram apoio à Secretaria Regional da Agricultura e Ambiente.

João Sequeira explicou o porquê da situação se tornar tão grave.

“O que agrava esta situação é que as vacas não podem comer silo de erva, tem que ser ou silo de milho ou erva e como as pastagens não têm erva, estão a passar por uma dificuldade tremenda este inverno”, tendo em conta que tem sido um inverno bastante chuvoso.

De acordo com João Sequeira toda a ajuda é bem-vinda, não sabendo precisar ao certo quantas toneladas de palha e fibra serão necessárias para fazer face à escassez de alimento para o gado que assola a lavoura jorgense.

Entretanto devem chegar já a São Jorge este sábado quatro contentores com palha e fibra para distribuir pelos agricultores da ilha.

Governo dos Açores atribui apoio aos produtores para compra de alimento para o gado 

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente anunciou hoje, em Ponta Delgada, a decisão de apoiar imediatamente os produtores dos Açores na aquisição de alimentos fibrosos para gado devido aos efeitos do mau tempo prolongado nos pastos de toda a Região.

“Atentos às condições climatéricas que, infelizmente, têm assolado todas as ilhas da nossa Região, o Governo, à semelhança do que tem feito noutras ocasiões, decidiu de uma forma rápida esta ajuda, que estará vigente já na próxima semana”, afirmou Luís Neto Viveiros.

O titular da pasta da Agricultura adiantou, em declarações aos jornalistas, que esta ajuda, no montante global de cerca de 600 mil euros, incidirá sobre 10 mil toneladas de alimento, metade de fibra e outra metade de palha.

“É uma ajuda de 6 cêntimos por quilo nas ilhas de S. Miguel e Terceira e de 7,5 cêntimos nas outras ilhas” devido aos custos acrescidos de transporte, adiantou Neto Viveiros.

Esta é a terceira vez na atual legislatura que o Governo dos Açores, em consequência dos efeitos de condições climatéricas adversas, determina apoios excecionais à aquisição de alimentos para gado com o objetivo de prevenir quebras significativas no volume da produção da Região, com efeitos socioeconómicos e consequências negativas na sanidade e bem-estar animal.

O Secretário Regional, que falava à margem de uma reunião com a Direção da Federação Agrícola dos Açores, realçou também o trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em estreita parceria com a organização que congrega associações agrícolas de todas as ilhas para a operacionalização das medidas regionais de apoio ao setor do leite, anunciadas em 2015 no Conselho de Concertação Estratégica pelo Presidente do Governo, Vasco Cordeiro.

Nesse sentido, Luís Neto Viveiros destacou, designadamente, a disponibilização de uma linha de crédito para alivar os custos financeiros das explorações com empréstimos bancários já contraídos para investimento e um programa de reestruturação do setor leiteiro.

O governante frisou que este programa, que também está a ser ultimado em concertação com o setor, vai permitir condições de dignidade aos produtores que pretendam deixar a atividade, contribuindo, por esta via, para o emparcelamento e consequente aumento de competitividade do setor, assim como para o reforço do seu rejuvenescimento.

Liliana Andrade/RL Açores/ GaCS

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