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Ana Espínola desafia a “parar com a politicazinha e abraçar o desígnio de refundar a nossa Autonomia”

Ana Espínola desafia a “parar com a politicazinha e abraçar o desígnio de refundar a nossa Autonomia”

A Deputada do CDS-PP Açores Ana Espínola desafiou, esta quarta-feira, todos os responsáveis políticos regionais a “pararem com a politicazinha” e “abraçar o desígnio de refundar a nossa Autonomia”, cujo modelo de desenvolvimento “falhou”, considerando que “a nossa geração e a geração dos nossos filhos exigem de nós este esforço”.

No âmbito de um debate sobre políticas de coesão e o modelo de desenvolvimento autonómico, a Deputada do CDS-PP eleita pela ilha de São Jorge não tem dúvidas: “o desenvolvimento harmonioso dos Açores é uma quimera”.

“Está mais do que provado que o modelo de desenvolvimento adoptado nos 20 anos de governação do PSD e nos 18 anos de governação socialista, falhou. Se dúvidas houvessem elas são dissipadas por um recente estudo do INE (Instituto Nacional de Estatística) sobre índices de coesão, que compara 30 regiões do País, e que coloca os Açores no último lugar. O modelo falhou porque as políticas foram erradas, continuadamente erradas”, afirmou.

Para Ana Espínola as políticas aplicadas às chamadas ilhas da Coesão “não foram capazes de fixar a população ou captar novos habitantes”, até segundo os resultados dos últimos Censos, acrescentando que “com encerramentos de escolas, de cooperativas de produtores, de serviços de saúde de proximidade e com dificuldades e custos acrescidos para as famílias e empresas é fatal que as ilhas da Coesão sofram um êxodo populacional”.

“As sucessivas políticas implementadas para a coesão dos Açores foram, de falhanço em falhanço, acabando no PECA – Plano Estratégico para a Coesão dos Açores –, que foi um fogacho pré-eleitoral socialista nada inovador, a não ser no reconhecimento público do Governo de que as suas próprias políticas falharam. O sucesso da Autonomia depende da capacidade dos Açorianos, enquanto Povo com capacidade para se autogovernar, manterem as nove ilhas habitadas e com atividade económica sustentada. Para isso, importa alterar o paradigma da governação. Os Açorianos já perceberem as vantagens e, sobretudo, as desvantagens de governos de maioria absoluta. Já perceberam, com 20 anos de uns e 18 anos de outros, que a alternância entre PSD e PS não é solução que conduza os Açores ao desenvolvimento que merecemos. E os resultados estão à vista… Já não há planos que resistam… Porque a cada novo plano que os socialistas apresentem, as ilhas vão insurgir-se umas contra as outras reivindicando para si o mesmo que se dá a qualquer outra”, lamentou.

No entendimento do CDS-PP, disse Ana Espínola, “a coesão territorial, social e económica dos Açores só se atinge com políticas específicas e focadas nas necessidades particulares de cada ilha. Pelo desenvolvimento de cada ilha se consegue alcançar o desenvolvimento do todo regional”.

Porém, apontou, “na Agricultura, os produtores esforçam-se, mas perante um aumento dos custos de produção, não são recompensados nos seus rendimentos. A rede regional de abate apresenta lacunas que não foram colmatadas, especialmente nas ilhas da Coesão. Em São Jorge, por exemplo, o Governo nunca cumpriu com um dos seus compromissos eleitorais – sala de desmancha do matadouro da ilha –, e bem que elas são necessárias. O fim das quotas leiteiras será outra hecatombe económica e social nos Açores, e não se vislumbram medidas de mitigação de impactos, nem nos orgulhamos da capacidade reivindicativa do Governo Regional junto das instâncias com responsabilidades na matéria para inverter este cenário… No fundo, capitulamos e resignamo-nos! Outro erro clamoroso da governação socialista foi a unificação das cooperativas de lacticínios de São Jorge. A medida implementada para pagar dívidas, reduzir custos, aumentar exportações e melhorar os rendimentos dos produtores, transformou-se numa estrutura mais despesista que não compensa os lavradores na devida proporção”.

No sector das pescas e da transformação do pescado, a Deputada democrata-cristã regista que “os profissionais esforçam-se, mas os problemas surgem depois das capturas. Devido à política de transportes aéreos que o Governo socialista não soube colocar ao serviço da economia, os pescadores das Flores, Corvo, Graciosa e São Jorge não conseguem obter o mesmo rendimento que os pescadores das ilhas que possuem ligações aéreas directas ao exterior da Região”.

Sobre este assunto, Ana Espínola lembrou que, “desde 2008 que o CDS vem apresentando propostas para a aquisição de um avião mini-cargueiro”, sendo que, em Novembro de 2011, a Assembleia Regional aprovou uma proposta popular para a realização de um estudo de viabilidade da aquisição desse meio aéreo: “Importava que o Governo nos esclarecesse sobre o andamento desse processo”, desafiou a parlamentar, uma vez que nunca se conheceram os resultados deste estudo, se é que ele chegou a ser feito.

Os centristas apontaram ainda falhas nos sectores da transformação, transportes e turismo: “A Fábrica de Santa Catarina, apesar de ter recuperado a carteira de clientes e aumentado a produção, continua com uma gestão corrente deficitária, pela clara falta de injecção de capital. Os transportes, quer marítimos quer aéreos, são fundamentais para a mobilidade de pessoas e mercadorias, constituindo-se como fator de coesão. Mas a coesão que o Governo socialista propagandeia não a pratica. Neste sentido, o sector turístico nestas ilhas tem sofrido um acentuado revés, registando-se baixíssimas taxas de ocupação, unidades fechadas durante meses e gente a ir para o desemprego”.

GI CDS-PP Açores/RL Açores

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