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Anulada interdição de banhos na Fajã de Santo Cristo

Anulada interdição de banhos na Fajã de Santo Cristo

O Governo dos Açores, na sequência da monitorização da água da Caldeira da Fajã de Santo Cristo, está em condições de anular a proibição de banhos naquela lagoa, prevendo-se que o mesmo se possa determinar relativamente à apanha de amêijoas após a época de defeso, revelou hoje o Secretário Regional dos Recursos Naturais.

“Estamos a aguardar uma análise final mas, de acordo com a evolução que tem existido ao longo destes meses e considerando também que, neste momento, estamos na época de defeso que termina no dia 15 de agosto, a expetativa que temos é de que, nessa data, também permitiremos a apanha e o consumo das amêijoas”, afirmou Luís Neto Viveiros, à margem de uma visita à Fajã da Caldeira de Santo Cristo no âmbito da Visita Estatutária à ilha de São Jorge.

A proibição de banhos e do exercício da pesca marítima, comercial ou lúdica, incluindo a apanha de amêijoa e algas marinhas, na Lagoa da Caldeira de Santo Cristo, foi determinada preventiva e temporariamente devido à presença de um fenómeno natural, uma ‘maré vermelha’, motivada pelo desenvolvimento anormal de microalgas.

“Nós temos monitorizado a evolução da situação desde que ela ocorreu”, em setembro de 2013, e, conjuntamente com algumas medidas tomadas, como a abertura do ‘passo’, “neste momento, estamos em condições de afirmar que já é possível, com toda a segurança, ‘ir a banhos’,” assegurou o Secretário Regional.

Durante os cerca de 40 minutos do percurso pedestre que liga a Fajã dos Cubres à Fajã da Caldeira do Santo Cristo, Luís Neto Viveiros inteirou-se da intervenção que permitiu a reposição e a requalificação de passagens hidráulicas e do restabelecimento do trilho pedestre em vários troços.

Concluída está também a execução da rede de distribuição de água ao longo dos vários arruamentos da zona habitacional da Caldeira.

Questionado pelos jornalistas, revelou ainda que está igualmente concluída a empreitada principal de consolidação dos taludes e de melhoramentos ao nível da estrada de acesso à Fajã dos Cubres, assim como de algumas passagens hidráulicas.

Esta obra, cujo valor do investimento público ascendeu a cerca de um milhão de euros, incluiu a construção de um novo miradouro, muros de suporte e proteção e substituição do pavimento.

Relativamente ao Plano de Gestão da Caldeira, definido em 2010, o Secretário Regional adiantou “que congrega um conjunto de intervenções a diferentes níveis”, algumas já concluídas, outras em fase de execução e outras “que se vão iniciar em breve”.

“É um plano que prevê a melhoria das condições de acesso, de higienização e de preservação da biodiversidade, enfim, uma série de aspetos que estão a ser acautelados por diferentes entidades”, afirmou no final da visita que também realizou ao Centro de Interpretação da Fajã da Caldeira de Santo Cristo, que reabriu este verão ao público.

Este Centro de Interpretação foi concebido de modo a disponibilizar ferramentas que permitam ao visitante conhecer a história geológica, biológica e humana das Fajãs de São Jorge e, em especial, das Fajãs da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres.

Neste espaço é exibido um pequeno filme sobre a biodiversidade das fajãs da Caldeira de Santo Cristo e dos Cubres.

GaCS/RL Açores

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