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Autoridade de Saúde Regional garante que não há falta de testes de rastreio à Covid-19 em São Jorge e no Pico, mas há quem diga o contrário em S.Jorge


A Autoridade de Saúde Regional esclarece que, contrariamente à notícia transmitida esta segunda-feira no Telejornal da RTP Açores, não existe falta de testes de rastreio à infeção pelo coronavírus SASR-CoV-2, que causa a doença COVID-19, nas ilhas do Pico e São Jorge.

Conforme já tem sido transmitido, a Autoridade de Saúde afirma que a Região Autónoma dos Açores apresenta atualmente plena capacidade de análise e diagnóstico laboratorial para fazer face ao surto de COVID-19.

A nota de imprensa enviada dá ainda conta de que o Serviço Regional de Saúde tem uma capacidade instalada de despiste do novo coronavírus, através do Serviço Especializado de Epidemiologia e Biologia Molecular do Hospital de Santo Espírito da Ilha Terceira e da Unidade de Genética e Patologias Moleculares do Hospital do Divino Espírito Santo, de 200 testes diários, que deverá ascender, a curto prazo, a 500 testes diários.

A Autoridade de Saúde regional informa também que é boa prática o alargamento do período de quarentena nas situações em que o contexto epidemiológico, isto é, a existência de contacto próximo com casos confirmados de infeção, assim o aconselhe.

A realização de testes laboratoriais para a infeção pelo novo coronavírus assenta no cumprimento de rigorosos critérios clínicos e epidemiológicos, tendo por base a mais recente evidência científica e as orientações e recomendações da Organização Mundial da Saúde, pode ler-se na nota enviada às redações.

Em causa para este esclarecimento da Autoridade Regional de Saúde está então uma notícia da RTP Açores que dava conta do testemunho de dois habitantes da ilha de São Jorge a quem foi pedido para prolongarem por mais uns dias o período de quarentena por, alegadamente, não haver existirem testes disponíveis para estas pessoas, tal como avança a estação pública regional.

O Padre Dinis Silveira, pároco do Topo, que viajou no dia 16 de março no mesmo voo das sete pessoas que viriam a ser diagnosticadas com Covid-19 na ilha de São Jorge, afirma mesmo, em entrevista à RTP Açores, que lhe foi dito “por um profissional de saúde do Centro de Saúde da Calheta que era muito estranho entre aqueles passageiros (…) que viajaram naquele voo não ter ninguém para já com sintomas e finda a quarentena sem sintomas”, tendo, assim, sendo aconselhado mais uns dias de quarentena.

Afirmando compreender toda a situação e considerando mesmo “que todo o cuidado é pouco”, o Padre Dinis Silveira diz ainda na mesma entrevista ter questionado o porquê de não fazerem testes, ao que lhe foi respondido que “não se podia fazer testes, porque os poucos que existiam estavam reservados às pessoas a quem o teste tinha dado positivo e que não havia testes”.

GaCS/RTP A/RL Açores

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