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Avelino Meneses defende que 40 anos de Autonomia convocam para a “batalha incessante do desenvolvimento”

Avelino Meneses defende que 40 anos de Autonomia convocam para a “batalha incessante do desenvolvimento”

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou esta segunda-feira, em Angra do Heroísmo, que, 40 anos volvidos sobre a institucionalização da Autonomia, é preciso “convocar sempre” a energia dos Açorianos para “a batalha incessante do desenvolvimento”.

“No passado, contra a ameaça dos espanhóis e de muitos outros povos, foi possível congregar vontades em defesa do território. Hoje, 40 anos volvidos sobre a institucionalização da Autonomia, que originou a transfiguração para melhor da face dos Açores, é preciso convocar sempre a energia dos nossos concidadãos para a batalha incessante do desenvolvimento, cujo apetrechos de vitória residem agora no cultivo da inovação e do conhecimento”, afirmou Avelino Meneses.

O Secretário Regional falava na inauguração do Núcleo de História Militar ‘Manuel Coelho Batista de Lima’, do Museu de Angra do Heroísmo, a que presidiu em representação do Presidente do Governo.

Na sua intervenção, salientou que a inauguração deste núcleo museológico, instalado no antigo Hospital da Boa Nova, próximo da fortaleza de S. João Batista, ocorre no “momento adequado”, atendendo a que neste dia 25 de julho de 2016 passam 435 anos da data da “memorável” Batalha da Salga.

Avelino Meneses frisou que, a partir desse “admirável” 25 de julho de 1581 e por cerca de mais dois anos, Portugal foi somente os Açores, acrescentando que a Região “nunca cobrou este serviço”, porque ”o patriotismo não tem preço”.

O Secretário Regional defendeu, no entanto, que “é justa a recordação desta façanha para que o país a não esqueça”.

Deste modo, dado o simbolismo e os desafios de agora – a inovação e o conhecimento -, a atual “batalha” dos Açorianos é “também um ato de cultura”, afirmou.

Nesse sentido, Avelino Meneses salientou que, em matéria de cultura, o Governo dos Açores move-se por “dois propósitos essenciais”, nomeadamente “a transmissão paro o futuro da herança dos nossos antepassados e o estímulo à capacidade de criação dos agentes individuais ou coletivos”.

O Secretário Regional frisou que os executores no terreno dos objetivos do Governo são as instituições culturais, os museus, as bibliotecas, os arquivos, os grupos musicais e teatrais e os demais agentes culturais.

Avelino Meneses adiantou, por outro lado, que “muito em breve” o Governo dos Açores vai proceder à inauguração da nova Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, bem como da primeira fase do Polo de Santo André do Museu Carlos Machado, em Ponta Delgada.

No próximo mês, acrescentou, será reaberto o Museu das Flores, dotado de uma nova museografia, e, em breve, terão início as obras do núcleo museológico de Vila do Porto, a que se alia o Cinema do Aeroporto, na ilha de Santa Maria, bem como a construção do Museu do Tempo, integrado no Ecomuseu do Corvo, e da nova museografia do Museu dos Baleeiros, no Pico.

O Núcleo de História Militar do Museu de Angra do Heroísmo recebeu a designação de ‘Manuel Coelho Batista de Lima’ em homenagem “por demais justa” a um homem que, em particular na ilha Terceira, dedicou “uma vida” à museologia e aos arquivos.

Nesta abertura, o núcleo conta com três exposições permanentes que abordam a relação do homem com as armas, a vida e o trabalho de Batista de Lima em prol dos arquivos e museus dos Açores, assim como a memória do edifício da Ermida de Nossa Senhora da Boa Nova.

O Núcleo de História Militar ‘Manuel Coelho Baptista de Lima’, apenas superado a nível nacional em termos de colecionismo pelo Museu Militar de Lisboa, representou um investimento governamental superior a dois milhões de euros.

GaCS/RL Açores

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