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BE preocupado com falta de resposta do sector público à saúde mental das crianças

BE preocupado com falta de resposta do sector público à saúde mental das crianças

O Bloco de Esquerda está preocupado com as consequências do aumento da administração de metilfenidato, comercialmente conhecido por ritalina, às crianças e jovens em Portugal – comprovado por estudo do Infarmed. Uma situação que, aliada às lacunas na resposta da especialidade de pedopsiquiatria na Região, podem estar a levar à ocorrência de diagnósticos menos adequados relativos à hiperatividade e défice de atenção, com consequências graves para a saúde das crianças e jovens.

Neste sentido, o BE enviou hoje um requerimento ao Governo Regional, solicitando dados sobre esta matéria, nomeadamente em relação ao número de crianças e jovens dos Açores intervencionados com esta substância, e ao número de pedopsiquiatras do Sistema Regional de Saúde (SRS). O BE quer saber ainda quais as clínicas privadas que têm protocolo com o SRS para dar resposta a casos de saúde mental da infância, e solicita cópias destes protocolos.

Note-se que as lacunas na resposta da especialidade de pedopsiquiatria nos Açores estão apontadas no relatório do grupo de trabalho, no âmbito da Comissão dos Assuntos Sociais do parlamento dos Açores, para análise e avaliação das políticas públicas regionais açorianas de proteção das crianças, que recomendava – entre outos aspetos – o fortalecimento, na Região, da intervenção em saúde mental na infância, o reforço de mais um médico pedopsiquiatra para a Região, uma maior facilidade e rapidez no acesso a consultas de especialistas para crianças que estão à guarda de lares de acolhimento e crianças de agregados familiares comprovadamente carenciados.

No requerimento enviado hoje ao Governo, o BE refere que “em resultado da fraca capacidade de resposta especializada pelo serviço público na área da saúde mental, as crianças cujos encarregados de educação dispõem de recursos financeiros são encaminhadas e acompanhadas em clínicas privadas, que estabelecem protocolos com a Segurança Social”.

De acordo um estudo do Infarmed, o consumo de metilfenidato aumentou 77% entre as crianças portuguesas entre 2011 e 2015.

GI BE Açores/RL Açores

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