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Candidatura das Fajãs de S.Jorge a Reserva da Biosfera “não pretende implementar uma zona em que tudo é proibido”

Candidatura das Fajãs de S.Jorge a Reserva da Biosfera “não pretende implementar uma zona em que tudo é proibido”

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente esclareceu que com esta candidatura das Fajãs da ilha de São Jorge a Reserva da Biosfera “não se pretende implementar uma zona em que tudo é proibido”, mas sim “exatamente o contrário”.

Luís Neto Viveiros falava no âmbito do Seminário ‘Reservas da Biosfera – Um contributo para o desenvolvimento local’, integrado no 12.º Encontro Internacional da REDBIOS que decorreu na passada quinta-feira em São Jorge.

Em declarações à RL Açores, o Secretário Regional frisou que esta candidatura pretende promover a atividade económica e social, “toda a atividade de uma comunidade numa zona que tem características próprias e, por essa via, é diferenciada de outras”.

Neste sentido, Luís Neto Viveiros frisou que “os receios que poderão eventualmente surgir não fazem sentido, porque não é esse o espírito das Reservas da Biosfera”.

“As fajãs de São Jorge – cerca de oito dezenas – constituem um património natural e cultural de relevo no contexto da Região, com potencial de projeção no exterior e de geração de riqueza”, afirmou o detentor da pasta do Ambiente e Agricultura, ressalvando que o espírito das Reservas da Biosfera é um espírito potenciador da economia conjugado com a preservação do ambiente e cultura.

De acordo com Luís neto Viveiros, o dossier que formalizará a candidatura das Fajãs de São Jorge a reservas da Biosfera estará concluído até ao próximo verão, de forma a que em setembro de 2015 seja submetida à Unesco “uma candidatura onde se revejam todos os jorgenses”.

De salientar que as reservas da Biosfera possuem três funções, a conservação das paisagens, ecossistemas e espécies; desenvolvimento económico e humano que seja cultural, social e ecologicamente sustentável e logística, que dê suporte para pesquisas, monitoramento e educação.

Em 2013 eram 621 sítios distribuídos por 117 países, sendo que em Portugal são 7 sítios classificados como reservas mundiais da biosfera 3 deles nos Açores, as ilhas do Corvo, Flores e Graciosa.

Liliana Andrade/RL Açores

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