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Carne abatida nos matadouros dos Açores continuam com níveis de pH muito elevados, denuncia Graça Silveira

Carne abatida nos matadouros dos Açores continuam com níveis de pH muito elevados, denuncia Graça Silveira

A Vice-presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Graça Silveira, denunciou, esta quinta-feira, que continuam a existir problemas de pH elevado nas carcaças de bovinos abatidas nos matadouros da Região, pedindo esclarecimentos ao Governo Regional sobre os procedimentos de controlo realizados pela rede regional de abate e as medidas preventivas que foram adotadas para evitar penalizar os produtores de carne açorianos.

Recorde-se que, já em setembro do ano passado, o CDS-PP fez aprovar, por unanimidade, na Assembleia Regional, uma Resolução que recomendava ao Governo Regional a apresentação de um relatório circunstanciado sobre os fatores que determinaram a ocorrência de carnes DFD (Dark, Firm, Dry) e quais as medidas implementadas para evitar situações futuras.

O executivo socialista diligenciou um relatório que entregou ao conhecimento dos Deputados e o mesmo confirmou as denuncias de Graça Silveira: os matadouros do Pico, Terceira e Graciosa apresentam 10%, 9% e 17%, respetivamente, de carcaças com pH superior a 6; que, no mês seguinte à aprovação da resolução, ou seja, em outubro de 2015, metade dos matadouros da Região não faziam o controlo do pH, para além de que aquele relatório apresentou registos de valores de pH apenas até fevereiro de 2016.

Ora, diz Graça Silveira, os populares têm recebido queixas de que continuam a registar-se problemas com carcaças que apresentam valores de pH muito elevados, situação “indesejável”, uma vez que a carne apresenta “um defeito de qualidade altamente penalizador para os produtores de carne dos Açores”. Com os níveis de pH elevados a carne fica escura, rija e seca, “muito pouco atrativa para o consumidor”, afirma a Deputada democrata-cristã. Acresce que “estas carcaças têm um tempo de vida útil muito mais curto, pois o seu pH elevado favorece o crescimento dos microrganismos que causam a sua deterioração, constituindo provavelmente a maior causa de desperdício de carne durante o processo de produção, situação que é agravada pelos longos períodos de transporte a que a carne abatida nos Açores está sujeita para chegar aos mercados nacionais”.

Assim, o CDS-PP, através de um requerimento entregue no Parlamento dos Açores, quer saber se, após a entrega do relatório, em fevereiro do ano passado, se continuou a fazer o controlo regular do pH nas carcaças abatidas durante o ano 2016 e se houve efetivamente um decréscimo da incidência deste defeito de qualidade.

GI CDS-PP Açores/RL Açores

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