Casa dos Vulcões será ponto de partida para a exploração e conhecimento do património geológico, afirma Neto Viveiros

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente afirmou hoje, em S. Roque do Pico, que a futura Casa dos Vulcões, um investimento público de cerca de dois milhões de euros que vai ser lançado a concurso, “visa, com base em critérios científicos e adaptado ao turismo de preservação, proporcionar uma maior divulgação do património geológico dos Açores e de toda a sua geodiversidade”.

Um património que, frisou Neto Viveiros na apresentação do projeto, está “presente em vulcões, grutas e outras paisagens vulcânicas”, acrescentando que a Casa dos Vulcões se situará em pleno núcleo da Paisagem Protegida da Cultura da Vinha da Ilha do Pico, classificada pela UNESCO como Património Mundial.

O Secretário Regional destacou ainda que está enquadrada “pela montanha do Pico, simultaneamente o mais jovem e o maior vulcão poligenético dos Açores, o ponto mais alto de Portugal e o terceiro maior vulcão do oceano Atlântico”.

Para o titular da pasta do Ambiente, a Casa dos Vulcões constituirá “o ponto de partida para a exploração e conhecimento desse património geológico, dotando a ilha do Pico de um Centro de Interpretação que lhe dê o devido destaque, em complemento do apoio à visitação proporcionado pela Casa da Montanha”.

A nova infraestrutura, que vai integrar a Rede de Centros Ambientais dos Açores, será instalada no património edificado do núcleo do Lajido de Santa Luzia, recuperando as ruínas de dois armazéns tradicionais, propriedade da Região.

Quanto à exposição permanente, foi idealizada tendo por base um conjunto de módulos que contam a história dos vulcões dos Açores e do Mundo, tendo Luís Neto Viveiros revelado que um “dos principais objetivos da exposição é prender a atenção dos visitantes, cativando-os e despertando o seu interesse para o conhecimento e sensibilização para o património geológico, em geral, e os vulcões, em particular”.

Nesse sentido, entre um vasto conjunto de conteúdos, destacou a oferta de uma Cápsula Sensorial e de um Simulador de Sismos.

A Cápsula Sensorial, adiantou Neto Viveiros, é “constituída por um domo geodésico representando um veículo destinado a realizar ‘Viagens Imaginárias ao Centro da Terra’, onde serão efetuadas projeções audiovisuais sobre o poder dos vulcões”.

Relativamente ao Simulador de Sismos, o Secretário Regional salientou que vai permitir “simular, com grande realismo, sismos já ocorridos”, sendo que cada experiência “dura 90 segundos e é acompanhada de imagens e sons desses sismos”.

“O simulador sísmico pode também ser utilizado como dispositivo pedagógico, no sentido de familiarizar as pessoas, particularmente as mais novas, com os fenómenos sísmicos e com as medidas de precaução e resposta básica perante a ocorrência deste tipo de eventos”, acrescentou.

Neto Viveiros sublinhou que a Casa dos Vulcões será “um lugar único no panorama da disseminação do conhecimento”, adiantando que, “de modo a assegurar uma adequada estratégia de divulgação, a garantir a atualização e renovação dos conteúdos científicos, entendemos que deve existir uma forte relação da Casa dos Vulcões com equipas de investigação, nomeadamente da Universidade dos Açores”.

GaCS

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