CDS-PP lamenta que PSD tenha rompido acordo de coligação nos Açores e anuncia Congresso para o Pico

A Comissão Política Regional do CDS-PP Açores lamentou, esta sexta-feira, que o PSD/Açores “tenha voltado atrás” com a possibilidade de ambos concorrem coligados às eleições para a Assembleia da República, no círculo eleitoral dos Açores, considerando que a situação atual do País merecia “um comportamento excecional e à altura das situações”.

Nuno Melo Alves, Vice-presidente dos populares açorianos, na leitura das conclusões da reunião da direcção do partido, que decorreu em Angra do Heroísmo, frisou que o CDS-PP esteve e estava disponível para dialogar com o PSD/Açores, lamentando que os sociais-democratas tivessem optado por concorrer sozinhos.

“Realçamos que não rompemos nenhuma conversação e lamentamos que nesta matéria o PSD/Açores tenha voltado atrás”, disse Melo Alves, que salientou que a estratégia e os candidatos do partido às eleições nacionais serão debatidos e aprovados no próximo Congresso Regional do CDS, que decorrerá nos dias 5, 6 e 7 de Junho, no concelho da Madalena, na ilha do Pico.

O Vice-presidente do CDS-PP Açores considerou que Portugal está “no meio de um ciclo de grande austeridade, de grandes dificuldades económicas e de crescimento”, alegando que a coligação dos dois partidos faria sentido para impedir que “quem trouxe a austeridade e a Troika para Portugal volte a governar” e para permitir “que se encontre uma solução estável e conducente à consolidação da recuperação económica”.

“No quadro atual, as necessidades do País efetivamente apontam no sentido de haver uma união e uma união que faria todo o sentido e teria toda a lógica”, defendeu. Nuno Melo Alves salientou que o CDS-PP Açores manteve sobre esta matéria “uma postura de recato, serenidade e diálogo” para assegurar “a melhor solução” para as próximas eleições legislativas, acusando o PSD Açores de “alimentar questiúnculas na comunicação social”.

“Compreendemos que o PSD Açores tenha algumas quezílias internas que infelizmente se sobrepõem, aos interesses dos Açores e de Portugal. No CDS-PP Açores as questões internas não se sobrepõem aos superiores interesses da Região e do País”, concluiu.

Horas mais tarde da reunião da Comissão Política Regional, questionado pela Agência Lusa, Artur Lima, o Presidente dos democratas-cristãos açorianos confirmava que o partido tinha um pré-acordo de coligação com o PSD Açores para as eleições legislativas e que descobriu pela comunicação social que os social-democratas iam avançar sozinhos.

“Lamento que tenha sabido que não havia acordo pela comunicação social”, salientou Artur Lima, que explicou que “há cerca de 15 dias, o CDS-PP e o PSD nos Açores fizeram um pré-acordo de coligação para as eleições legislativas nacionais”, só que, na passada quarta-feira, um jornal local noticiou que os partidos concorriam separados e só depois os centristas foram informados da decisão do PSD.

“Lamento que o desrespeito institucional tenha sido levado a este ponto”, criticou Artur Lima, que considerou que a decisão do PSD açoriano “vai contribuir para uma vitória do PS nos Açores”, acusando os social-democratas na Região de colocarem “acima de tudo e de todos” as quezílias internas e a luta pelo poder.

“Romper o pré-acordo diminuiu drasticamente as hipóteses de vitória e essa responsabilidade deve ser assacada diretamente ao PSD”, frisou.

GI CDS-PP/RL Açores

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