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CDS propôs reconhecimento à “extraordinária missão” do Cruzeiro das Ilhas e do Cruzeiro do Canal, mas maioria socialista chumbou

CDS propôs reconhecimento à “extraordinária missão” do Cruzeiro das Ilhas e do Cruzeiro do Canal, mas maioria socialista chumbou

O PS chumbou, esta quinta-feira, um Voto de Congratulação apresentado pelo CDS-PP Açores que visava enaltecer “a extraordinária missão que, ao longo de praticamente três décadas, os navios ‘Cruzeiro das Ilhas’ e ‘Cruzeiro do Canal’ tem prestado às populações do Grupo Central e ao desenvolvimento da sua economia, destacando as suas características verdadeiramente adequadas à nossa realidade”.

Os socialistas entenderam o voto do CDS como “um ataque à política de transportes marítimos” do Governo Regional, mas Graça Silveira, Vice-presidente do Grupo Parlamentar popular, criticou a postura, apontando que, por comparação com os novos barcos que a Região adquiriu, efetivamente existem diferenças a realçar.

Os democratas-cristãos lembraram que os “velhinhos” Cruzeiros (o “Cruzeiro do Canal” e o “Cruzeiro das Ilhas”), “construídos no estaleiro naval de São Jacinto, em Aveiro, no ano de 1987, são, há muito, uma referência para as populações que necessitam circular entre três das cinco ilhas do Grupo Central – Faial, Pico e São Jorge”, registando que as embarcações “têm garantido as ligações entre as ilhas do Triângulo com a regularidade, fiabilidade e pontualidade que lhe são reconhecidas”.

Os navios, propriedade da Região, entraram ao serviço em Janeiro de 1988, um ano depois de se ter iniciado em Aveiro a sua construção, e “efetuaram, em condições climatéricas adversas, inúmeras viagens de evacuação de doentes, milhares de viagens regulares entre os portos da Horta, Madalena, São Roque, Velas e Calheta (e durante alguns períodos ligando o Triângulo à ilha Terceira), assegurando (e continuando a assegurar) as ligações entre estas ilhas sempre que se têm verificado avarias e falhas de certificação dos novos navios da Atlânticoline, seus sucessores, mas não substitutos, como sempre anunciou o Governo socialista”, disse.

Graça Silveira salientou que, “a 10 de Agosto de 2010, Vasco Cordeiro, Secretário Regional da Economia, dizia que: ‘O processo de substituição dos navios ‘Cruzeiro do Canal’ e ‘Cruzeiro das Ilhas’ constitui mais um passo naquela que é uma revolução silenciosa que tem vindo a ser operada no que diz respeito às acessibilidades internas na Região’” e que “dois anos mais tarde, 10 de Abril de 2012, o mesmo Vasco Cordeiro, do ‘velho’ Governo socialista, anunciava que ‘a opção de proceder à construção de dois navios com capacidade para passageiros e viaturas vai mudar radicalmente a forma como se processa o transporte marítimo de passageiros’”. Para o CDS, “de facto, houve uma mudança, mas não tão silenciosa como se previa”.

Os Deputados do CDS acentuam que “os novos barcos chegaram e começaram a funcionar, mas cedo se percebeu que a política definida não ia bater certo. Desde logo, porque com barcos novos atualizaram-se os tarifários (para cima), atualizaram-se as frequências (para baixo), começaram os problemas de operacionalidade, com aumento de cancelamentos e continuando-se a utilizar os Cruzeiros, porque, afinal, os novos barcos não os substituíram”, apontando que, “no final da semana passada, a Atlânticoline emitiu uma nota onde dava conta que seriam os dois ‘velhinhos’ Cruzeiros a assegurar as ligações marítimas no Triângulo durante alguns dias, porque, para além de ‘Mestre Simão’ estar em reparação/certificação, em doca seca no Continente, desde meados de Outubro, o ‘Gilberto Mariano’ avariou devido a um curto-circuíto e não haviam peças de substituição”.

Por outro lado, acrescentou Graça Silveira, “há mais de um ano que a operacionalidade dos novos navios está altamente comprometida e condicionada no Porto de São Roque do Pico, porque nem responsabilidades foram assumidas (por ninguém) face a um acidente trágico, nem o Governo e o PS cumpriram ainda a promessa de melhorar as condições daquele porto”.

Assim, com novos barcos e até novas infraestruturas portuárias, como os novos terminais de passageiros da Horta e da Madalena, os parlamentares do CDS acentuam que “felizmente restam-nos os ‘velhinhos’ Cruzeiros que continuam a mostrar que ainda estão aí firmes para enfrentar ‘o mau tempo no Canal’, fazendo justiça àquela que sempre foi a sua nobre missão, a de servir as gentes das ilhas do Triângulo”.

Graça Silveira, ironizando disse mesmo que “os Cruzeiros – quase que se pode dizer – foram das melhores heranças que os ‘velhinhos’ governos do PSD deixaram às gentes destas ilhas”.

Assim, o Grupo Parlamentar do CDS-PP propôs que “a Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores se congratule com a extraordinária missão que, ao longo de praticamente três décadas, os navios ‘Cruzeiro das Ilhas’ e ‘Cruzeiro do Canal’ têm prestado às populações do Grupo Central e ao desenvolvimento da sua economia, destacando as suas características verdadeiramente adequadas à nossa realidade”, solicitando que deste voto se desse “conhecimento à administração da Atlânticoline, a todos os tripulantes que têm, ao longo dos últimos 28 anos, operado os navios ‘Cruzeiro das Ilhas’ e ‘Cruzeiro do Canal’ e aos Conselhos de Ilha do Faial, Pico e São Jorge”.

Porém, o PS votou contra, tendo todos os partidos da oposição (CDS, PSD, BE, PCP e PPM) votado a favor da iniciativa dos democratas-cristãos que acabou chumbada.

GI CDS-PP Açores/RL Açores

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