Conselho de Ilha pretende enviar memorando ao Governo Regional com principais preocupações de São Jorge

O Conselho de ilha esteve reunido, na passada semana, no salão nobre dos passos do concelho das Velas, onde foram debatidas várias propostas dos conselheiros para a elaboração de um memorando a enviar ao Governo Regional e onde acabou por ser criada uma comissão para elaborar o mesmo com dados retirados da discussão.

De acordo com Isabel Teixeira, Presidente do Conselho de Ilha, “verifica-se que o interesse pela ilha está bem enraizado”, uma vez que todos os conselheiros estão “com interesse em defender a ilha e os problemas que afectam São Jorge”, esperando que o Governo Regional os queira ouvir.

“Os conselheiros divagaram um pouco sobre todos os assuntos que assolam a ilha, que são muitos”, afirmou Isabel Teixeira, tendo ela própria apontado “cinco eixos fundamentais”.

Ficou, então, decidido constituir-se um grupo de trabalho que irá reunir e elaborar o memorando que será, posteriormente, enviado aos conselheiros para aprovação, sendo que daí será enviado ao Governo e “esperemos que as respostas que o Governo nos traga não sejam só respostas estudadas, mas que sejam as respostas que nós queremos ouvir e que precisamos ouvir”, salientou a presidente do Conselho de Ilha.

Isabel Teixeira reforçou ainda que “todas as pessoas que estão inseridas quer nas assembleias municipais, quer no conselho de ilha, são pessoas que lutam pela sua terra, que lutam por São Jorge, que têm interesses em várias áreas e que defendem, acima de tudo, a ilha de São Jorge.

De salientar que as preocupações levantadas pelos conselheiros para constarem neste memorando passam pela Fajã de Santo Cristo, onde de acordo com os conselheiros falta fazer muita coisa, é necessária também uma lei para a apanha de amêijoas e o centro de interpretação que se encontra fechado e com problemas a nível da construção; candidatar as fajãs de São Jorge a um plano de investimentos é outra das preocupações que deve constar no memorando, bem como o problema de centro de resíduos que “ainda está por resolver”.

Um plano integrado de desenvolvimento do turismo, a orla marítima que necessita de acompanhamento, a Escola Profissional que vai abrir apenas dois novos cursos no próximo ano lectivo e a sala de desmancha do matadouro de S. Jorge são outros dos assuntos a que os conselheiros pretendem que o Governo Regional dê resposta.

Liliana Andrade/RL Açores

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