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Contraste leiteiro é ferramenta indispensável para a gestão das explorações agrícolas com sucesso nos Açores, afirma João Ponte

Contraste leiteiro é ferramenta indispensável para a gestão das explorações agrícolas com sucesso nos Açores, afirma João Ponte

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou, em Angra do Heroísmo, que o contraste leiteiro é “uma ferramenta indispensável para a gestão das explorações agrícolas com sucesso”, acrescentando que, por via deste instrumento, se registou nos últimos anos “uma evolução muito interessante” neste setor nos Açores, em termos quantidade e de qualidade de leite produzido.

O contraste leiteiro consiste na avaliação da quantidade e qualidade do leite produzido por cada um dos animais de uma exploração durante as sucessivas lactações, recorrendo a métodos e meios aprovados a nível nacional e internacional, constituindo uma ferramenta essencial na gestão económica das explorações.

João Ponte, que falava quarta-feira na cerimónia de entrega dos Livros do Contraste Leiteiro 2015, promovida pela Associação Agrícola da Ilha Terceira, frisou, no entanto, que o sucesso das explorações agrícolas deve-se não só ao contraste leiteiro, mas, sobretudo, aos produtores e “à capacidade que tiveram de acompanhar a evolução tecnológica, de melhorarem as suas explorações e de fazerem investimentos”.

“O Governo dos Açores também fez a sua parte, mas aquilo que o setor é hoje deve-se essencialmente aos agricultores, que deram o melhor de si no sentido de tornarem as suas explorações cada vez mais competitivas e com melhores condições para produzir um produto de excelência, que é o nosso leite”, afirmou.

O titular da pasta da Agricultura salientou que “cabe agora à indústria transformar aquilo que é um bem de grande qualidade numa oportunidade de negócio e que seja capaz de valorizar aquilo que produzimos e que isso seja refletido em termos de preço de leite aos produtores”.

A ilha Terceira produz cerca de 150 milhões de litros de leite e tem um peso na produção global da Região de cerca de 25%.

Um dado muito positivo nesta ilha tem a ver com a exportação de carne de gado bovino abatida, que cresceu acima da média regional.

No ano passado, a Região exportou mais 22% do que em 2015, mas na ilha Terceira o crescimento foi de 34%, o que, segundo João Ponte, “é um bom indicador e que dá uma perspetiva de futuro”.

“Esta é uma área que, não sendo a base do setor agrícola, está a crescer e que, com os investimentos que o Governo dos Açores está a fazer na Rede Regional de Abate, potencia essa fileira em termos de rendimento à produção do leite”, salientou.

O Secretário Regional referiu ainda na sua intervenção que, “em termos de candidaturas ao PRORURAL, sente-se na ilha Terceira uma grande vontade de fazer investimento, o que significa um sinal de otimismo e de confiança”.

Para João Ponte, este é também “um sinal de que este setor tem futuro, não só na ilha Terceira, mas em toda a Região Autónoma dos Açores”.

GaCS/RL Açores

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