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Cooperação entre produção e distribuição é essencial para a diversificação agrícola, afirma João Ponte

Cooperação entre produção e distribuição é essencial para a diversificação agrícola, afirma João Ponte

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou hoje, em Ponta Delgada, que as estratégias de cooperação entre os produtores e a distribuição são “uma aposta de futuro para o crescimento e desenvolvimento da diversificação agrícola nos Açores”.

João Ponte falava à margem de uma visita às instalações da INSCO- Insular de Hipermercados, onde se reuniu com a Direção do Clube de Produtores Continente Açores, que considerou ser “um projeto de excelência daquilo que é a aposta nas produções agrícolas da Região”.

O Clube de Produtores Continente Açores foi criado em 2011 com o objetivo de garantir o abastecimento contínuo de produtos regionais de qualidade às superfícies comerciais daquele grupo empresarial.

Em 2016, a produção regional de legumes representou 54% das vendas da INSCO e a produção regional de frutas vendidas atingiu 779 toneladas.

“O Governo dos Açores vê isso com satisfação”, frisou João Ponte, acrescentando que “há também um conjunto de indicadores que dão confiança em relação ao futuro nesta área”.

Um exemplo é o número de candidaturas aprovadas nas áreas da horticultura e floricultura no âmbito do anterior Quadro Comunitário de Apoio (2017-2013), que representaram 10% e envolveram uma despesa pública de sete milhões de euros, e outro é o dos jovens agricultores que querem apostar nessas áreas das hortícolas e das frutícolas, que representaram 12% das primeiras instalações e corresponderam a 900 mil euros de prémios.

Sinais de confiança surgem também no âmbito do atual Quadro Comunitário, com o PRORURAL+ a dar indicadores muito interessantes, quer na percentagem de projetos e de intenções de investimento – 16% nesta área, o que corresponde a uma despesa pública de 1,3 milhões de euros – quer no número de jovens agricultores que querem entrar na área da diversificação agrícola, que cresceu em relação ao último Quadro, com 17% do total das candidaturas rececionadas.

Em oito anos o setor da diversificação agrícola cresceu de 200 para 800 produtores e a área cultivada de 400 para 1.000 hectares.

“É importante porque vai na linha daquilo que é a estratégia do Governo dos Acores para a diversificação agrícola”, salientou João Ponte.

“Sabemos que temos na Região todas as condições para produzir, sobretudo hortícolas, de grande qualidade, daí que, nos últimos anos verificou-se uma redução muito interessante no número de toneladas de produtos hortícolas importados”, acrescentou.

“Há sinais que nos levam a acreditar que no futuro vamos ter menos importações nesta fileira. Há um caminho que ainda é preciso trilhar, mas julgo que será um caminho de sucesso na área da diversificação agrícola”, afirmou o titular da pasta da Agricultura.

Para o Secretário Regional, “isso é extremamente importante para o desenvolvimento do arquipélago porque reduz as importações, aumenta as produções locais e cria emprego, o que é fundamental para o setor agrícola e para a economia da Região”.

GaCS/RL Açores

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