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Corveta Jacinto Cândido esteve terça-feira em São Jorge e recebeu alunos do 1ºciclo (c/áudio)

Esta terça-feira voltou a atracar no porto das Velas a Corveta NRP Jacinto Cândido que está ao serviço da Marinha Portuguesa. A RL Açores acompanhou a visita de vários alunos do primeiro ciclo à corveta e teve ainda oportunidade de falar com o Comandante Nolasco Crespo.

O comandante falou sobre esta Corveta que já conta com 45 anos, mas que está provida de toda a tecnologia moderna, desempenhando vários tipos de missões, entre as quais, operações de busca e salvamento.

“É um navio que tem alguma idade, mas a nível de sensores e o resto dos equipamentos, pode ser considerado moderno”, frisou o comandante.

A Corveta NRP Jacinto Cândido “desempenha sem problemas qualquer tipo de missão, nomeadamente, missões militares e de defesa, de soberania do mar nacional, das nossas águas e da nossa Zona Económica Exclusiva, e missões de interesse público, como missões de fiscalização de pesca, de presença naval e de busca e salvamento no mar”.

A Corveta Jacinto Cândido, que pertence à classe João Coutinho, tem uma velocidade cruzeiro de 14 nós podendo atingir em casos de emergência uma velocidade até aos 22 nós.

O Comandante Crespo afirmou ainda que quando a Corveta é chamada para uma missão de busca e salvamento, por exemplo, “tem uma prontidão de duas horas para estar no mar”.

“Independentemente do navio estar atracado ou não, obrigatoriamente tem que sair num tempo máximo de duas horas e recorrer a alguém que esteja em perigo no mar”, explicou.

Quanto a atividades como a que decorreu na tarde de terça-feira em São Jorge, em que vários alunos do primeiro ciclo puderam visitar a corveta e ficar a saber um pouco mais sobre o trabalho da marinha, o Comandante considerou que são de extrema importância.

Um facto curioso sobre esta corveta é que em maio de 1981 foi condecorada, com uma medalha de ouro de serviços distintos, pelo Presidente da República, o General Ramalho Eanes, pelas ações de apoio às populações dos Açores por ocasião do sismo de 1 de janeiro de 1980.

Liliana Andrade/RL Açores

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