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Crónica de Opinião – 02 de outubro de 2014

As palavras do João – Ganhou a democracia, venceu Portugal

açores_radio_lumena_noticias_turismo_ilha_cronica_João_Gago_Câmara“Este é o primeiro dos últimos dias deste governo”, palavras de António Costa na noite da vitória nas eleições primárias do PS. Nada mais certo após o descalabro nacional, com projeção negativa mundial, gerado e amplificado pela incompetência e permissividade deste governo de políticos falhados e inimigos do bem estar do povo que em má hora neles votou.

Foi, no mínimo, interessante este modelo adotado pelo PS para arrumar a casa, chamando a si eleições que terminaram, de forma inequívoca, com as dúvidas suscitadas por Costa da incapacidade de Seguro em conseguir dar a volta e pôr este governo na rua.

Esta, chamemos-lhe, ferramenta democrática, as primárias, exalta o pioneirismo do PS na iniciativa e revela que o modelo bem poderá ser copiado por outros partidos quando a confiança num líder cai por terra. Vencer eleições a este governo patético pela escassa margem com que Seguro o fez foi a prova mais evidente de que o ex-líder socialista não servia para continuar a chefiar o maior partido opositor numa altura em que os portugueses, mais do que nunca, precisam de uma oposição forte, humana, dinâmica e competente.

Há a relevar aqui, em nome da justiça, a extraordinária prestação de Carlos César, na qualidade de mandatário da campanha de Costa, um campeão açoriano de campanhas e um político de corpo inteiro, revelando-se primeiro um enorme parlamentar, depois um fora de série enquanto presidente do governo dos Açores, agora, justa e inteligentemente, aproveitado por Costa para as grandes lides da República. Acresce ainda a forte expressão do voto nos Açores por filiados e simpatizantes socialistas, de 86 por cento, que foi igualmente mérito de César e do hoje incontestado presidente do PS Açores, Vasco Cordeiro. Já fazia falta à lusa democracia esta lufada de ar fresco a arejar o mofo acumulado por três dolorosos anos de cedências aos interesses do grande capital de nações perversas sob pena da vida escrava atrevidamente imposta aos portugueses por este governo miserável.

Fora partidarismos, mas de ponto de vista do interesse nacional, penso estarmos todos de parabéns. Ganhou a democracia, venceu Portugal.

 

João Gago da Câmara

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