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Crónica de Opinião – 12 de fevereiro de 2014

Crónica de Opinião – 12 de fevereiro de 2014

PARA QUE A TRADIÇÃO NÃO ACABE

O assunto de Touradas à corda e Vacadas é sempre muito disparo em opiniões. Respeito a opinião de cada pessoa, mas tenho a minha, e sou um aficionado CONFESSO de Touradas à corda. Uma tarde de toiros, como se diz na gíria, não é apenas muita gente a ver um toiro amarrado a uma corda a correr no caminho.

É motivo de convívio, encontro e conversas, sempre acompanhados com os petiscos e mariscos da ocasião, ou seja uma festa popular (O numero de pessoas que participam prova isso mesmo – ver foto). É nestes eventos que encontramos muitos dos nossos emigrantes que vem no Verão à terra natal ver os familiares e amigos, e também vão à festa dos toiros.

Todas as freguesias da Ilha de São Jorge realizam touradas à corda pelas suas festas de paróquia, e até algumas realizam 3 touradas, como por exemplo a freguesia do Norte Pequeno no concelho da Calheta e na freguesia dos Rosais no concelho das Velas. Esta tradição corre alguns riscos de acabar porquanto as comissões de festas cada vez se queixam mais, de não conseguirem receita para a despesa de uma tourada.

No ano de 2013 realizaram-se na Ilha de São Jorge cerca de 55 espetáculos taurinos, entre Touradas à corda e Vacadas. Em 2011, enquanto deputado municipal das Velas propus que fosse feito uma redução significativa das taxas a aplicar por parte do Município das Velas, às entidades sem fins lucrativos.

A proposta foi aprovada por todos os partidos, mas a então “inércia” do Município daquela altura, fez com que nunca fosse aplicado. Estamos agora em 2014, já não sou deputado municipal, mas sou cidadão, e enquanto tal quero deixar aqui a seguinte sugestão a todos os senhores deputados municipais dos partidos com assento nas Assembleias Municipais de Velas e Calheta.

Que proponham aos respetivos Municípios uma redução significativa, ou mesmo a total isenção das taxas para estes eventos. Poderá parecer uma proposta demagógica mas não é, se tivermos em conta os “parcos” orçamentos dos nossos Municípios veremos que qualquer comissão de festas ao pedir um apoio financeiro poderá não ter uma resposta positiva, e assim a isenção das taxas seria uma forma dos Municípios apoiarem indiretamente as organizações e comissões de festas.

Fica a sugestão e a decisão para quem de direito.

Mark Marques 12.02.2014

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