Décio Pereira destaca necessidade de fixar população e criar emprego

“Nós todos temos obrigação de olhar para esses recursos e tentar abrir portas à fixação de pessoas e à criação de emprego, sendo esta uma obrigação coletiva”, quem o diz é Décio Pereira, presidente da Câmara Municipal da Calheta, que falava no âmbito da Sessão de Abertura da XXIV edição do Festival de Julho.

De acordo com o autarca, uma das principais ocupações do Município passa pela “concretização de uma gestão financeira muito rigorosa para que num futuro próximo possamos contribuir de uma forma muito acertada para essa concretização de projetos”.

O Município da Calheta é o que tem o executivo mais reduzido da região, revelou Décio Pereira, sendo que esta redução foi feita “para que no fim do mandato possamos poupar mais de 400 mil euros”, algo que ai possibilitar ao Município “ter acesso a fundos comunitários, ao contrário do que aconteceu no passado recente”.

Décio Pereira pediu ainda à população que possa “compreender as medidas tomadas”, sabendo que muitas vezes “essas medidas não vão ao encontro daquilo que são aquilo que as pessoas entendem”.

Por outro lado, o autarca referiu em relação ao Festival de Julho que o orçamento, recorde-se de 40 mil euros, é reduzido e que todo o dinheiro gasto é investido no comércio local.

Décio Pereira anunciou ainda que em 2015 o Festival de Julho decorrerá de 16 a 20 de Julho, anúncio este que, segundo o autarca, “prende-se com uma coisa muito simples”, uma vez que “infelizmente não nos foi possível ter a presença de muitas pessoas neste festival, porque não foram disponibilizados alguns transportes marítimos que eram necessários”.

“À semelhança daquilo que acontece em outros concelhos, e muito bem, entendemos que também no âmbito do nosso festival devem-se abrir portas a que esses mesmos transportes beneficiem o Festival de Julho”, frisou o presidente do Município, acrescentando ainda que este anúncio serve, igualmente, para que “num futuro próximo não nos venham dizer que o nosso festival é anunciado em cima da hora”.

Liliana Andrade/RL Açores

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