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Desafio do destino Açores passa por compatibilizar o crescimento económico com a responsabilidade social e ambiental

Desafio do destino Açores passa por compatibilizar o crescimento económico com a responsabilidade social e ambiental

O Secretário Regional do Turismo e Transportes afirmou na manhã de quinta-feira que o desafio do destino Açores passa por “compatibilizar o permanente crescimento económico com a responsabilidade social e ambiental, tornando-a num trunfo”, o que tem vindo a ser feito ao longo dos anos e que “tem contribuído para que os Açores sejam efetivamente hoje um destino com reconhecimento internacional”, que muitas vezes é “bem superior àquele que é o reconhecimento nacional”.

Na intervenção proferida no 2.º Fórum de Turismo Interno–“Vê Portugal”, que está a decorrer em Aveiro, Vítor Fraga salientou que este é um desafio que estará plasmado no Plano Estratégico e de Marketing do Turismo para o Horizonte2020, que vai levar também à “revisão do Plano de Ordenamento Turístico da Região, redefinindo aquilo que são as capacidades de carga, os produtos de cada uma das ilhas, no fundo respondendo àquilo que que é a obrigação das entidades públicas como o Governo dos Açores, no sentido de tornar a sustentabilidade da Região como um verdadeiro desígnio: regional, transversal e assumido por todos de uma forma natural”.

O titular da pasta do Turismo frisou que “51% dos turistas que visitam os Açores indicam que vão utilizar a rede de trilhos, os passeios pedestres”, lembrando que a Região possui neste momento cerca de 80 trilhos, com mais de 700 quilómetros, nas várias ilhas.

Este “é um produto transversal a todas as nossas ilhas e ao contrário do que se faz aqui, nós nos Açores apoiamos aqueles que mais precisam, não privilegiamos os maiores em detrimentos dos menores. Temos uma política de equidade entre todas as ilhas, porque entendemos que a riqueza de um destino turístico está precisamente na diversidade e nos fatores diferenciadores que cada uma das nossas ilhas tem no contributo global da construção do destino”.

Para Vítor Fraga, todos estão cientes de que “o país politizou e, nos últimos anos, partidarizou claramente o setor do turismo e o turismo é um setor de atividade que não é compatível com os sabores ou dissabores da atuação partidária: é um setor demasiado sério, demasiado importante para que possa ficar ao gosto ou às orientações político-partidárias. Tem que haver aqui claramente um compromisso transversal, quer em termos políticos, quer de sociedade, para que este seja um setor a desenvolver, de forma a que contribua ativamente para a qualidade de vida dos que vivem no país”.

O Secretário Regional salientou ainda que nos Açores “não trabalhamos para os prémios”, sendo estes “a consequência lógica do trabalho desenvolvido. Aquilo que os prémios nos dão é uma responsabilidade acrescida, porque o difícil não é chegarem, o difícil é permanecer, o difícil é resistir àquilo que é a tentação, que foi transversal ao país, de crescimento rápido e desmesurado, pondo em causa aquilo que são os nossos principais recursos, aquilo que é a matriz, aquilo que define o nosso destino enquanto destino turístico de excelência”.

Referindo o Quality Coast Platina, em que os Açores são a única Região no Mundo distinguida com este galardão e ainda a distinção de destino turístico mais sustentável do mundo, atribuída aos Açores pela Green Destinations, Vítor Fraga lembrou que estes prémios vieram criar “uma imagem de marca” da qual é preciso saber utilizar e tirar partido.

Por outro lado, o Secretário Regional recordou a “desproporcionalidade gigantesca entre aquilo que é o apoio a certas Regiões do país, com aquilo que é em relação aos Açores”, sublinhando que “o contributo do Turismo de Portugal, para a promoção do Turismo dos Açores, é 2% do nosso orçamento e curiosamente reduziu de 2004 para 2014”, ao contrário do percurso de desenvolvimento que o arquipélago tem vindo a fazer neste setor.

“Quando a Região vem fazendo um percurso ascendente de qualificação, reconhecido como todos nós vimos, aquilo que recebemos da parte do Governo da República é uma regressão no apoio à promoção da Região. Vá-se lá entender estas coisas”, concluiu.

GaCS/RL Açores

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