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Despedimento coletivo em vista na Escola Profissional de São Jorge (c/áudio)

Despedimento coletivo em vista na Escola Profissional de São Jorge (c/áudio)

Catorze funcionários da escola profissional da Ilha de São Jorge receberam esta semana uma carta de intenção de despedimento. Este despedimento coletivo abrange então seis formadores, dois administrativos, dois auxiliares e quatro funcionários da cozinha e bar.

A RL Açores contactou com o diretor da Escola, Roger Sousa, que afirmou que este processo foi explicado desde o início a todos, tendo chegado a uma altura em que é necessária uma redução de pessoal.

Em causa está a situação conturbada que a escola atravessa, com um défice diário de dois mil euros, a diminuição dos cursos e por consequência redução do financiamento e ainda os atrasos nos salários.

“Isto é apenas uma intenção de despedimento como toda a gente sabe, isto já foi falado várias vezes e já foi explicado aos funcionários que teríamos que reduzir o pessoas e que isso era inevitável”, frisou Roger Sousa.

O diretor ressalvou que “desde o início que toda a comunidade escolar foi envolvida neste processo, foram explicadas as razões para que isto tivesse que acontecer, criou-se um grupo de trabalho que avaliou e estudou outras possibilidades, que muitas delas já foram postas em prática, nomeadamente a redução de despesas a todos os níveis, mas chegámos a uma altura em que terá mesmo de haver uma redução de pessoal”.

Roger Sousa fez saber que foi feita uma reunião há uma semana com todos os funcionários, onde foi explicado ao pormenor todo este processo, que como indicou o próprio diretor se trata de “um processo de despedimentos normal”.

Roger Sousa adianta ainda que esta é apenas uma intenção de despedimento, sendo que ainda pode surgir uma solução que permita uma redução do número de funcionários a dispensar.

Das pessoas que poderão ser despedidas, “seis deles são formadores, dos quais apenas dois não têm qualquer horário, mas um deles até tem intenção de ir embora da ilha e os outros quatro têm a possibilidade de ficar em outro regime”, não se podendo, por isso, falar do despedimento de seis formadores em concreto, revelou o responsável pela Escola.

Questionado sobre as mais recentes notícias tornadas públicas na comunicação social sobre o encerramento da cantina e das dificuldades sentidas por alguns alunos, o diretor da Escola afirmou que de facto a cantina fechou porque não era frequentada pelos alunos mas que o bar foi reforçado e que os alunos até têm crédito lá caso necessitem.

“O serviço de bar até foi reforçado, porque além das baguetes e das sopas que havia, há também uns outros pratos ligeiros e que os alunos têm acesso a eles, até porque têm crédito no bar e não precisam de dinheiro para almoçarem ou jantarem na escola ou até tomarem o pequeno-almoço se assim o entenderem”, revelou.

No dia 10 de novembro irá acontecer uma reunião de informação e negociação e será dessa mesma reunião que sairá o número definitivo de funcionários a dispensar.

Roger Sousa adiantou ainda que os funcionários terão de formar uma comissão de trabalhadores de maneira a poderem participar nessa reunião e que caso isso não aconteça a reunião será então feita com cada colaborador individualmente.

Liliana Andrade/RL Açores

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