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Duarte Freitas assegura gestão competente nas empresas públicas regionais

Duarte Freitas assegura gestão competente nas empresas públicas regionais

O Presidente do PSD Açores anunciou sexta-feira que vai fazer uma “verdadeira reestruturação” do sector público empresarial regional, alegando que a governação socialista tem usado as empresas públicas para “esconder dívida e fazer nomeações políticas”.

“Comigo presidente do governo, os açorianos podem ter uma certeza: haverá uma verdadeira reestruturação do sector público empresarial regional. O mérito será colocado acima dos interesses partidários. A competência será o principal critério na escolha dos gestores públicos”, afirmou Duarte Freitas, em conferência de imprensa.

O líder dos social-democratas açorianos salientou que a dívida global do setor público empresarial regional “atinge quase dois mil milhões de euros”, o que representa mais de metade do PIB açoriano, ou seja, mais de metade da riqueza produzida durante um ano nos Açores”.

“É hoje claro para os açorianos que existem vários casos de gestão danosa e uma enorme irresponsabilidade financeira. Os açorianos já estão a pagar e as gerações futuras vão pagar caro os erros dos governos socialistas e dos projetos sem racionalidade que os mesmos levaram a cabo”, sublinhou.

Duarte Freitas referiu que atualmente existem na Região “várias empresas públicas que são utilizadas como veículo para esconder dívidas e outras que são utilizadas apenas como braço tentacular do Partido Socialista”.

“É preciso mudar este estado de coisas. Comigo presidente do governo, será posto fim a este vício de 20 anos de governação socialista de fazer crescer e multiplicar o número de empresas públicas e de gestores públicos”, disse.

O presidente do PSD/Açores garantiu que fará “um corte de 100 cargos de nomeação política, muitos deles nos conselhos de administração das cerca de 50 entidades públicas empresariais regionais atuais”.

“Comigo presidente do governo, será possível gerir melhor com menos, entregar à iniciativa privada o que pode ser feito pela iniciativa privada e manter na esfera pública aquilo que deve ser público”, assegurou.

O líder social-democrata açoriano apresentou como “péssimos exemplos” da governação socialista no setor público empresarial regional as recentes notícias sobre a SPRHI, “acusada pelo Tribunal de Contas de ter como única missão o pedido de empréstimos à banca”, e sobre a SINAGA, “cuja gestão desastrosa está a dar cabo de uma empresa histórica e a colocar em risco os postos de trabalho”.

Relativamente à SPRHI, Duarte Freitas frisou que se trata de uma empresa pública criada pelo “regime socialista que deixa aos açorianos uma fatura muito superior a 200 milhões de euros, dos quais grande parte continua por pagar”.

“Há muito que a SPRHI não tem razão de existir e é o próprio Tribunal de Contas quem o afirma. Esta entidade pública limita-se a ser um instrumento para o governo regional obter empréstimos e fazer obras ao ritmo eleitoral do Partido Socialista. A partir de outubro isso vai acabar. Comigo presidente do governo, a SPRHI vai ser extinta”, garantiu.

O presidente do PSD/Açores explicou que com a extinção da SPRHI “é possível conseguir uma poupança de um milhão de euros, dos quais 230 mil euros correspondem a gastos com os salários dos administradores, como o próprio Tribunal de Contas refere”.

“Esta poupança de um milhão de euros é mais que suficiente para comportar o custo da integração dos trabalhadores desta entidade na administração pública regional. Eu não tenho dúvidas: os trabalhadores da SPHRI são necessários à administração pública regional, os administradores não”, afirmou.

Em relação à SINAGA, o líder social-democrata açoriano realçou que, seis anos após o governo regional ter comprado a maioria do capital da empresa, esta se encontra numa “situação de falência técnica e de total estrangulamento de tesouraria”, prevendo a administração “prejuízos de 16 milhões de euros nos próximos três anos, a somar aos mais de 30 milhões de passivo já acumulados”.

“A melhor prova da incompetência socialista é a própria realidade: na campanha de 2009, antes da entrada do governo regional na SINAGA, a área cultivada de beterraba foi de 170 hectares. Em 2016, a área cultivada não vai ultrapassar os 90 hectares”, lembrou.

Para Duarte Freitas, “o governo regional socialista destruiu a empresa, destruiu a cultura de beterraba e põe em risco 120 postos de trabalho”.

“O PSD/Açores exige, por isso, que o governo regional esclareça o mais rapidamente possível os contornos, ainda desconhecidos, do plano apresentado para a SINAGA, em que é admitido o encerramento da fábrica e o abandono da cultura de beterraba sacarina”, disse.

O presidente do PSD/Açores anunciou, por isso, que os deputados do partido vão requerer a presença, com “caráter de urgência”, do vice-presidente do governo regional na comissão parlamentar de Economia para “explicar o que pretende o governo para a SINAGA”.

“Os trabalhadores da SINAGA têm direito a saber qual vai ser o seu futuro. Exigimos que o governo explique as assembleias gerais feitas à socapa e outras questões duvidosas que vão sendo conhecidas, ao arrepio da transparência que é exigida”, afirmou.

O líder social-democrata acrescentou que o partido vai também “promover a realização de um conjunto de audições no parlamento com os responsáveis da Associação Agrícola de São Miguel e da Câmara do Comércio e Indústria de Ponta Delgada dedicadas à SINAGA”.

GI PSD Açores/RL Açores

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