Duarte Freitas considera inadmissível a imposição de cortes vinda de Bruxelas

O candidato do PSD/Açores a presidente do governo considerou ontem “inadmissível a imposição de cortes nos fundos estruturais vindos de Bruxelas”, defendendo que “Portugal não pode ser castigado pelos senhores de Bruxelas. Não castiguem mais o nosso país”, declarou.

Duarte Freitas falava durante o primeiro comício da campanha eleitoral social democrata, realizado nas Lajes das Flores, onde deixou uma palavra, “do concelho mais ocidental da Europa, exigimos respeito por cidadãos que também são europeus, e que devem ser tratados como tal”.

“Em 2014, 78% do investimento em Portugal, veio desses fundos estruturais. E nós precisamos desses investimentos. O mesmo país que, com muitos sacrifícios, diminuiu de 11 para 3% o défice herdado dos governos socialistas, precisa desses investimentos, e os Açores precisam ainda mais”, afirmou.

“Lanço esse repto aos eurocratas, porque já fizemos muito para nos safarmos do castigo imposto pelas políticas desastrosas dos socialistas nos Açores e no Continente. Todos os portugueses, de todos os partidos, fizeram sacrifícios. Sofremos muito, às mãos dos socialistas que nos trouxeram a estas circunstâncias”, lembrou Duarte Freitas.

Numa intervenção dirigida “aos florentinos e aos muitos açorianos”, o líder social democrata lembrou que no próximo dia 16 de outubro “o que conta é o voto, que é secreto. E a decisão está nas mãos do povo e não nas mãos do PS, do Governo Regional ou da máquina socialista que tenta impor a sua vontade sobre todos os açorianos”.

 “O PSD tem propostas, o PSD tem um programa de governo, o PSD tem manifestos eleitorais ilha a ilha. E eu estou aqui, como sempre estive, várias vezes nos últimos anos, para, olhos nos olhos, assumir que as nossas promessas são para cumprir”.

A crítica foi dirigida ao presidente do governo regional que, este ano, “esteve apenas uma vez nas Flores, reservando uma única hora da sua visita estatutária para falar com as pessoas. Comigo como presidente do governo, nunca será assim, porque estou e estarei sempre ao lado dos açorianos, porque sou um deles e nada me fará mudar”, disse.

Duarte Freitas voltou a lembrar o programa “Gerações”, a proposta do PSD/Açores para a administração pública regional, que permitirá, “aos trabalhadores com 60 anos ou mais, uma reforma voluntária, sem a atual penalização, abrindo espaço para cerca de 1200 jovens terem vínculo à função pública, rejuvenescendo os quadros, hoje bastante envelhecidos”, explicou.

O candidato social democrata pôs o dedo na ferida do desemprego regional, e questionou a plateia, indagando os açorianos: “é a situação atual que queremos para os Açores? Temos 13 mil desempregados, temos 4 mil jovens sem emprego, temos 6 mil pessoas em programas ocupacionais e temos 18 mil no RSI. E querem que estejamos satisfeitos com esta realidade?”

“Temos de apelar à mudança. Não há espaço para mais oportunidades para quem já esteve 20 anos no poder”, apelou, acrescentando que “não nos venham dizer que agora é que vai ser. Chega de mentiras e de ilusões”, afirmou Duarte Freitas.

O cabeça de lista do PSD pelas Flores fez duras críticas à política regional de Saúde, lamentando que “por via de uma pseudo poupança, cortou-se no acesso a esse direito fundamental, regrediu-se nesse setor”, e garantiu que “as contas da Saúde não estão melhores, mas a Saúde dos açorianos, e especialmente dos florentinos, está pior. As coisas estão bem piores”, afirmou.

Bruno Belo lembrou que “há quatro anos, ninguém nos disse que iam cortar na Saúde, mas foi isso que fizeram, e connosco no governo e com o Dr. Duarte Freitas como presidente, não é isso que vai acontecer. Vamos voltar a ter os médicos especialistas nas Flores e vamos retomar uma relação próxima dos médicos com os seus doentes”, afirmou.

O social democrata alertou “as ilhas mais periféricas” para a necessidade de uma postura “mais reivindicativa” no campo das acessibilidades, “quer ao nível dos transportes aéreos, como das ligações marítimas. Temos de saber fazer ouvir os nossos anseios, e devemos começar já no dia 16 de outubro, levando a cabo uma mudança de que os Açores muito precisam”, frisou.

GI PSD Açores/RL Açores

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