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Duarte Freitas quer requisição civil na greve dos estivadores

Duarte Freitas quer requisição civil na greve dos estivadores

O presidente do PSD/Açores exigiu hoje que seja decretada a requisição civil dos estivadores do porto de Lisboa, alegando que a economia da Região está a “sofrer prejuízos incalculáveis com a greve”.

“Há que pôr cobro a esta situação inaceitável que tanto prejudica a economia regional. O presidente do governo regional deve exigir imediatamente ao primeiro-ministro que proceda à requisição civil dos estivadores do porto de Lisboa para que o transporte de mercadorias para os Açores volte a ser efetuado com normalidade”, afirmou Duarte Freitas, em comunicado.

O líder dos social-democratas açorianos salientou que a economia regional “não pode continuar a ser prejudicada pela fidelidade partidária do governo regional em relação à República ou pelo receio de Vasco Cordeiro em afrontar António Costa”.

“Os empresários açorianos também não podem continuar a ser prejudicados pelo medo que o primeiro-ministro tem de enfrentar os sindicatos afetos aos partidos de extrema-esquerda que suportam o seu governo”, sublinhou.

Duarte Freitas referiu que devido à “inércia do governo da República e à passividade do governo regional” a economia açoriana está a ser prejudicada com a greve dos estivadores, dado que “a cada dia que passa avolumam-se as carências de bens em vários setores de atividade”.

“Os serviços mínimos fixados pelo governo da República são manifestamente insuficientes para resolver o problema. Nas farmácias está iminente a rutura nos stocks de medicamentos, há obras paradas por falta de materiais de construção civil e centenas de automóveis e outras viaturas estão paradas no porto de Lisboa à espera de transporte para os Açores”, disse.

O presidente do PSD/Açores acrescentou que também os agricultores açorianos estão a ser gravemente prejudicados com a greve dos estivadores, pois “faltam contentores para exportar gado vivo ou em carcaça”.

“Há centenas de animais vivos que já deviam ter sido enviados para o exterior e que permanecem nas pastagens, o que acarreta prejuízos para os produtores. Também as sementeiras do milho também podem estar em causa, dado que o stock de fertilizantes está na iminência de uma rutura”, afirmou.

Segundo o líder dos social-democratas açorianos, “nenhum destes graves problemas para a economia dos Açores é resolvido pelos serviços mínimos fixados pelo governo da República”.

“Em Portugal continental há alternativas para o transporte de mercadorias. Nos Açores essas alternativas não existem. Uma região que é totalmente dependente do transporte marítimo de mercadorias não pode estar sujeita à mera fixação de serviços mínimos”, frisou.

Duarte Freitas explicou que, “ao contrário do que tem dito Vasco Cordeiro, na sua postura de subserviência a António Costa, a requisição civil pode ser feita independentemente do cumprimento dos serviços mínimos”.

“O decreto-lei 637/74, que regula a requisição civil, é muito claro ao referir que o governo da República pode tomar medidas para ‘assegurar o regular funcionamento de serviços essenciais de interesse público ou de sectores vitais da economia’”, explicou.

Para o presidente do PSD/Açores, a requisição civil “justifica-se, por isso, inteiramente, até porque os prejuízos para a economia dos Açores vão agravar-se cada vez mais”, visto que, a greve dos estivadores no porto de Lisboa vai prolongar-se até 16 de junho e existe já um pré-aviso de greve dos trabalhadores da administração do porto de Lisboa de 2 a 6 de junho.

GI PSD Açores/RL Açores

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