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Educadora do Jardim-de-Infância e Creche do Instituto de Santa Catarina acusada de alegados maus tratos às crianças (c/áudio)

Educadora do Jardim-de-Infância e Creche do Instituto de Santa Catarina acusada de alegados maus tratos às crianças (c/áudio)

 

Uma educadora do Jardim-de-infância e Creche do Instituto de Santa Catarina, em São Jorge, foi denunciada por alegados maus tratos às crianças, um caso que já se arrasta desde novembro do ano passado, mas que apenas agora veio a público.

Foi aberto um processo e o caso foi investigado pela Inspeção Regional da Educação. A Educadora em causa foi suspensa durante algum tempo, nomeadamente durante todo o tempo que durou a investigação pela Inspeção Regional e ainda durante mais 90 dias impostos pela Instituição. No entanto, a decisão final da Secretaria Regional da Educação decretou o arquivamento do caso sem mais penalizações para a Educadora para além das que já tinham sido aplicadas.

Uma situação que está agora a revoltar os pais e encarregados de educação que não confiam os seus filhos aos cuidados da Educadora, tendo em conta que esta está autorizada a voltar ao serviço assim que terminem os 90 dias de suspensão.

Em causa estão situações em que a educadora alegadamente amarrava crianças a cadeiras para as pôr de castigo, fazia as crianças dormirem no chão sem qualquer manta ou colchão e ainda alegados casos de negligência alimentar, em que as crianças chegavam a ir dormir sem comer.

Fernando Monteiro tem um filho de 4 anos que frequenta este jardim-de-infância e vem agora a público denunciar a situação perante a decisão da tutela em arquivar o caso.

Segundo Fernando, existe nesta valência uma “dita cadeira do castigo, a cadeira vermelha”, onde alegadamente a Educadora em causa “chegou a atar uma criança”.

“Esteve lá uma inspetora, num dia que foi fazer uma inspeção à creche, e foi dar com essa tal criança atada na cadeira vermelha”, sendo que a própria Inspetora Regional “falou com uma das funcionárias e disse à funcionária para tirar dali a criança, para a desatar, e a funcionária disse que não podia desatar a criança, porque tinha sido a Educadora que a tinha lá atado, estava lá de castigo”, contou Fernando Monteiro.

Fernando revelou ainda que “havia lá”, neste Jardim-de-Infância, várias funcionárias “com medo das represálias” que poderiam sofrer ao ir contra a Educadora em causa, havendo ainda outras do lado da Educadora.

O que Fernando não compreende é que se tenha arquivado um caso destes em que existem “tantas provas”.

“Além de haver fotografias da criança atada na cadeira, há queixas-crime na PSP, porque houve pais que fizeram queixa na PSP e mesmo assim arquivaram o caso por falta de provas”, lamenta este pai.

Fernando conta ainda outra situação em que duas crianças, com idades compreendidas entre os 12 e os 24 meses, “fugiram por uma janela e só não saíram para a via pública, porque alguém as viu na rua e as impediu de chegarem à estrada”.

O filho de Fernando chegou mesmo a demonstrar medo em ir para a escola. Na opinião deste pai a Educadora em causa devia ser proibida de continuar a trabalhar com crianças.

“Eu acho que ela devia ser proibida de trabalhar com crianças, porque no meu ver uma pessoa para trabalhar com crianças desta idade tem que ter vocação”.

A RL Açores sabe que existiram pais que chegaram mesmo a retirar os seus filhos desta valência do Instituto de Santa Catarina devido a esta situação.

O caso foi denunciado em outubro, tendo a investigação da Inspeção Regional começado em novembro do ano passado.

Contactado, o Instituto de Santa Catarina não se quis pronunciar de momento, remetendo as explicações para a Inspeção Regional da Educação.

No entanto, a Inspeção Regional da Educação também não quis falar sobre o caso, remetendo para a Secretaria Regional da Educação, sendo que o Secretário da tutela, Avelino Meneses, também não deu explicações sobre o assunto.

Liliana Andrade/RL Açores

 

Fotografia: © Instituto de Santa Catarina

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