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Efeito da sazonalidade no turismo tem vindo a ser atenuado ao longo desta legislatura, afirma Vítor Fraga

Efeito da sazonalidade no turismo tem vindo a ser atenuado ao longo desta legislatura, afirma Vítor Fraga

O Governo dos Açores tem vindo a trabalhar para atenuar os efeitos da sazonalidade no setor do turismo e esse trabalho, desenvolvido em conjunto entre entidades públicas e privadas, tem vindo a dar frutos, afirmou hoje o Secretário Regional do Turismo e Transportes.

Vítor Fraga, que falava, na Horta, na apresentação do 3.º Azores Trail Run, salientou que os Açores registaram um crescimento de 180 mil dormidas do Inverno IATA 2012/2013 para o período homólogo de 2015/2016, o que representa um aumento de cerca de 95%.

O Secretário Regional frisou que a atenuação da sazonalidade “era um objetivo político assumido por este Governo”, mas acrescentou que “tudo isto não é um ponto de chegada, é um ponto de partida”.

“É a partir daqui que temos de continuar a trabalhar na perspetiva de tornar o setor cada vez mais sustentável, gerar riqueza, preservar e criar postos de trabalho”, afirmou Vítor Fraga, relembrando que “o turismo só é bom se for bom para quem vive” nos Açores.

“É para isso que trabalhamos diariamente”, frisou, acrescentando que este “é um trabalho de todos e requer que todos assumam esse trabalho com a responsabilidade devida para a sua atividade”.

O Secretário Regional salientou que, ao longo desta legislatura, o Governo dos Açores tem efetuado uma forte aposta na qualificação da rede homologada de trilhos pedestres, que conta já com cerca de oito dezenas de percursos em todas as ilhas, que ultrapassam os 800 quilómetros.

Esta aposta passa, por exemplo, pelo desenvolvimento das ‘Grandes Rotas’, “uma novidade que foi introduzida nesta legislatura e que, depois das já existentes no Faial e em Santa Maria, vão abrir, a muito curto prazo, a das Flores e a de São Jorge, seguindo-se, mais para o final do ano, a Grande Rota da Graciosa”.

“Tudo isto tem contribuído para que o setor do turismo viva uma nova dinâmica e o ano de 2015 se tenha afirmado como o melhor ano de sempre”, afirmou.

O titular da pasta do Turismo frisou que, no caso concreto do Faial e no decorrer desta legislatura, foi registado “um crescimento global, olhando para todas as tipologias de alojamento que existem, desde a Hotelaria Tradicional (HT), o Turismo em Espaço Rural (TER) e o Alojamento Local (AL), o que dá bem mostra do impacto que o setor tem tido ao nível do desenvolvimento económico, quer no global da Região, quer em concreto na ilha do Faial, com um crescimento de 32% em três anos”.

Na sua intervenção, Vítor Fraga sublinhou ainda que, neste primeiro trimestre de 2016, no caso concreto do Faial, “pese embora o número de dormidas na HT tenha decrescido, o mesmo já não se verificou com os proveitos, ou seja, embora tenha tido menos dormidas na HT, os proveitos nesta tipologia de alojamento cresceram 5,7%, o que significa que as unidades de HT estão a ter maior rendibilidade na sua atividade”.

“Se olharmos para outras tipologias de alojamento, como o TER, o número de dormidas no período homólogo cresceu 52% e os proveitos acompanharam esse mesmo crescimento”, acrescentou o Secretário Regional, adiantando que, por outro lado, a ilha do Pico, “tendo um decréscimo nas dormidas de 8,9% na HT, os proveitos cresceram 14,1%, enquanto o TER cresceu 128% no número de dormidas e 252% ao nível dos proveitos”.

“Com isto, quero eu dizer que, quando olhamos para as estatísticas, devemos olhar para elas de uma forma que sirva para tirarmos algumas ilações e percebermos o que é que está a acontecer”, disse o Secretário Regional, frisando que, neste caso concreto, “nomeadamente ao nível da HT, é importante perceber qual a relação existente entre o aumento de proveitos e o decréscimo das dormidas que se verifica e o porquê de haver outras tipologias de alojamento que estão com crescimentos tão significativos neste contexto”.

Para Vítor Fraga, há um outro indicador que se deve ter em linha de conta, recordando que o ano de 2015 foi marcado pelo novo modelo de acessibilidades e pela revisão das Obrigações de Serviço Público interilhas, tendo o número de passageiros desembarcados crescido consideravelmente em todas as ilhas.

Nesse sentido, apontou os exemplos de São Jorge, onde este número cresceu 16,6% apenas no primeiro quadrimestre deste ano, do Pico, onde o número de passageiros desembarcados cresceu 16%, das Flores, onde cresceu 7,8%, do Corvo, onde aumentou 18,4% e da Horta, onde cresceu 21,4%, ou seja, mais 4.178 passageiros desembarcados só na ‘Ilha Azul’.

O Secretário Regional do Turismo e Transportes lembrou, no entanto, que o trabalho desenvolvido não se fica por aqui, uma vez que “nos meses de julho e agosto, haverá um reforço do número de lugares, ao nível das acessibilidades com o continente português, que é a oferta pública que está hoje publicada, disponível para aquisição, de mais 2.800 lugares e, no âmbito da revisão das novas Obrigações de Serviço Público no transporte aéreo interilhas, as ligações com o Faial aumentaram 35.897 lugares”.

“Isto é apenas demonstrativo de que continuamos a trabalhar e continuamos empenhados para que todas as ilhas possam crescer de uma forma igual, de uma forma sustentada, em que o setor gere riqueza e seja efetivamente bom para quem cá vive”, afirmou.

Relativamente ao 3.º Azores Trail Run, hoje apresentado, o Secretário Regional salientou que, na apresentação da primeira edição, “poucos seriam os que acreditavam na evolução que este evento iria ter na Região”.

O Governo dos Açores, frisou Vítor Fraga, “definiu para esta legislatura que, ao nível da promoção e apoio a eventos, estes deviam ter duas caraterísticas fundamentais”, ou seja, por um lado, “assegurar a promoção da Região junto dos principais mercados emissores” e, por outro lado, “contribuir para a captação direta de fluxos turísticos”.

“O Azores Trail Run tem a particularidade de assumir estas duas vertentes em simultâneo”, afirmou, acrescentando que a prova, “serve como veículo de promoção junto dos principais mercados emissores, essencialmente utilizando os novos canais de comunicação, nomeadamente as redes sociais”, mas, por outro lado, “tem um claro pendor associado à captação de fluxos turísticos”.

“Em 2014, tivemos 14 nacionalidades e 211 participantes, em 2015 mantivemos as 14 nacionalidades mais já tivemos 500 participantes e este ano crescemos para 29 nacionalidades e mais de 750 participantes”, adiantou Vítor Fraga, para quem “o Azores Trail Run tem-se afirmado pela qualidade e pela capacidade que toda a sua equipa organizativa tem tido de o afirmar, quer no contexto nacional, quer no contexto internacional”.

Vítor Fraga deixou um agradecimento à equipa que está na origem do Azores Trail Run pelo contributo que tem dado para a promoção e qualificação do Destino Açores e ainda o reconhecimento e agradecimento pelo trabalho que tem feito para a realização do Triangle Adventure, que se realiza em novembro, assim como do Columbus Trail Run, que se realiza em Santa Maria, “contribuindo de uma forma decisiva para a consolidação deste tipo de atividade e para a valorização de um dos nossos principais produtos, que é a rede de trilhos pedestres”.

GaCS/RL Açores

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