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Em São Jorge existem “demasiadas embarcações para os recursos disponíveis” (c/audio)

Em São Jorge existem “demasiadas embarcações para os recursos disponíveis” (c/audio)

A Eurodeputada Maria do Céu Patrão Neves, que visitou São Jorge no âmbito do Roteiro “Preparar para o Futuro”, reuniu ontem com a Associação de Pescadores da Ilha de São Jorge (APISJ), realçou como principais dificuldades da Associação o facto de “existirem demasiadas embarcações para os recursos disponíveis” e também o “entreposto de frio, que está numa situação já muito obsoleta e que é absolutamente vital até mesmo para que a Associação possa controlar melhor o preço” e para que consiga também “um rendimento mais justo”.

Maria do Céu Patrão Neves indicou como pontos fundamentais tratados nesta reunião a Política Comum de Pescas, que “foi o grande desafio desta legislatura”, referindo também assuntos como o facto de “não haver possibilidade de abate”, a “redução de apoios nas paragens quer biológicas quer devido ao mau tempo” e ainda a medida da “remotorização das embarcações”.

“Durante esta legislativa nós tivemos a trabalhar na Política Comum de Pescas para 2014/2020 e já com poderes colegislativos”, tendo sido “um desafio imenso”, afirmou a eurodeputada, dizendo que se trata de uma responsabilidade “da qual tem que se prestar contas a quem trabalha no sector das pescas todos os dias”.

Maria do Céu Patrão Neves referiu ainda o dossiê sobre o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos e da Pesca, dizendo que é “na realidade toda a parte financeira que vai apoiar o desenvolvimento da futura Política Comum de Pescas”.

“Os pescadores querem saber como está a situação”, mostrando a sua preocupação, por exemplo, com “o facto de não haver possibilidade e apoios para abate”, frisou Patrão Neves.

Outro aspeto preocupante apontado pela Eurodeputada do PSD foi “uma tentativa por parte das instituições europeias de reduzir muito os apoios das paragens, quer paragens biológicas quer paragens devido ao mau tempo”.

“Uma outra medida muito má tem a ver com a remotorização das embarcações”, sendo que “a pressão dos ambientalistas foi muito forte” apontou Patrão neves, esclarecendo que estes queriam que “esta possibilidade de renovar os motores das embarcações tivesse uma penalização de 30% da potência”, o que segundo a eurodeputada é algo inaceitável, uma vez que “vivemos no meio do Atlântico Norte e o pescador não pode ir com menos 30% da potência na sua embarcação sob risco da sua própria vida”.

Quanto a isto a Eurodeputada salientou que foi apenas conseguido que a remotorização seja feita “com apoios sem diminuição da potência desde que a embarcação tenha até 12 metros mas depois já com diminuição da potência em 20% para embarcações superiores a 12 metros.”

No que diz respeito a aspetos mais positivos, Patrão Neves referiu que “vai haver bastante apoio para diversificação”, ou seja, “para além da atividade extrativa, propriamente da pesca, vai haver apoios para outro tipo de atividade que pode ser usada como complementar.”

A Eurodeputada falou ainda um pouco daquilo que há necessidade a fazer e chamou à atenção também para as Associações de Pescadores acerca daquilo que têm e podem fazer, nomeadamente, “a valorização de outro tipo de pescado que atualmente não tem qualquer valorização”, como é o caso, por exemplo, da “Gata-lixa”.

Liliana Andrade/RL Açores

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