Encontro de Turismo Rural passará a ser anual, revela Vítor Fraga

O Secretário Regional do Turismo e Transportes revelou esta terça-feira, em São Jorge, que os encontros dedicados ao Turismo de Espaço Rural nos Açores, realizados de dois em dois anos, vão passar a ser realizados com frequência anual após a edição de 2014, que está agendada para outubro.

“Pela importância que esta vertente tem para o desenvolvimento do setor do turismo na Região e porque queremos que os encontros sobre este tema nos Açores se afirmem e sejam uma referência a nível nacional e internacional, a partir deste ano, este momento de debate, de troca de experiência, de darmo-nos a conhecer a todos quantos vendem o destino nos nossos mercados emissores, passam a ser realizados com periodicidade anual, aqui na ilha de São Jorge”, anunciou Vítor Fraga.

O Secretário Regional, que falava na apresentação da que será a última edição bienal destes encontros, numa cerimónia que teve lugar no empreendimento Quinta das Figueiras, nos Rosais, destacou a importância deste evento em particular por trazer ao debate novas abordagens aos desafios que se colocam ao turismo em espaço rural açoriano, permitindo evidenciar novas realidades, explorar novas soluções e também aprender através da experiências de terceiros que também lidem com o turismo de natureza.

“Refletir e debater o Turismo em Espaço Rural justifica-se sempre e a qualquer altura nos Açores”, frisou Vítor Fraga, indicando que este segmento de mercado assume particular importância na realidade turística atual, em que a sustentabilidade dos destinos se impõe a vários níveis, tanto ambiental como económico, em cenários altamente competitivos, relevando para um primeiro plano de atuação a necessidade de aumentar a capacidade diferenciadora da Região em relação aos destinos concorrentes.

“Neste contexto, o potencial diferenciador do arquipélago reside essencialmente nas características singulares e inigualáveis do território insular, capazes de se demarcarem pela diferença e de elevarem a sua competitividade como Destino de Turismo de Natureza, onde a sua variante em Espaço Rural tem um enquadramento muito especial”, sublinhou Vítor Fraga, salientando que este segmento tem vindo a construir “um caminho de sucesso, sem igual no contexto nacional”.

Nesse sentido, recordou que, em 2004, a Região tinha apenas 56 unidades de Turismo Rural e praticamente já triplicou esse número, contabilizando agora 156.

Com a exceção do Corvo, estas estruturas distribuem-se por todas as ilhas dos Açores, num total de 1.157 camas, representativas de cerca de 11,4% da capacidade total de alojamento da Região.

“Em 2013, os empreendimentos de Turismo Rural da Região registaram 36.679 dormidas e, destas, 28.951 eram de hóspedes estrangeiros, números que confirmam o seu potencial para atrair gentes de diferentes partes do Mundo”, referiu Vítor Fraga, que salientou ainda que, além de impulsionar o desenvolvimento local de uma forma sustentável, o Turismo Rural associa o ambiente e a tradição à preservação e valorização do património, tornando-o muito apetecível para certos nichos de mercados.

O titular da pasta do Turismo particularizou ainda o caso de São Jorge, que, pelas suas paisagens e geomorfologia, favorece atividades ligadas ao turismo rural como, por exemplo, passeios pedestres.

No caso das ilhas do ‘Triângulo’, as caraterísticas individuais e a proximidade permitem aos turistas outras atividades, que são, de acordo com Vítor Fraga, uma das apostas a seguir pelo turismo rural.

“Associar este segmento de mercado à oferta de animação turística existente em cada uma das nossas ilhas, assume um papel fundamental no desenvolvimento do turismo na Região”, frisou Vítor Fraga.

“Sabemos que as motivações dos potenciais turistas hoje não são as mesmas de ontem. A procura de uma oferta baseada em experiências únicas marca aquilo a que podemos chamar de padrão da procura”, salientou o Secretário Regional.

GaCS/RL Açores

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