Equipamentos point-of-care mesmo que sejam seguros são insuficientes, afirmou Rosa Pinto

Rosa Pinto, médica no Centro de Saúde de Velas e convidada do novo programa da RL Açores, “Nós por cá”, afirmou quanto ao point-of-care que “mesmo que seja seguro é perfeitamente insuficiente”.

“Mesmo que os resultados que nós consigamos obter com aquelas máquinas fossem fiáveis, não são suficientes”, ressalvou a médica da Unidade de Saúde de Ilha de São Jorge.

De acordo com Rosa Pinto, “a maior parte das patologias que aparecem na urgência passam-nos ao lado”, ou seja, não conseguem ser diagnosticadas apenas com a utilização destes equipamentos, uma vez que “faltam uma série de análises”, muitas delas “análises básicas”, sendo esta a principal preocupação dos funcionários desta Unidade de Saúde.

A médica convidada do programa deu mesmo o exemplo da leptospirose (doença do rato), dizendo que se chegar uma pessoa à urgência no horário em que o laboratório está fechado será difícil diagnosticar a doença, uma vez que inicialmente esta apresenta os mesmos sintomas de uma virose e salientando o facto do equipamento point-of-care não fazer as análises necessárias.

Rosa Pinto referiu que estas situações já foram expostas ao Secretário Regional da Saúde e que o próprio garantiu aquando da sua visita a São Jorge que aceitava que o laboratório de análises ficasse em funcionamento até às 20h em vez de encerrar pelas 16h, sendo que se assim se verificar os equipamentos de point-of-care serão apenas utilizados entre as 20h e as 8:30, hora a que reabre o laboratório de análises clínicas.

Liliana Andrade/RL Açores

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