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Falta de foguetes entristece as Festas Do Divino Espírito Santo na Ilha de São Jorge

Falta de foguetes entristece as Festas Do Divino Espírito Santo na Ilha de São Jorge

Problemas no transporte terrestre de foguetes, na Terceira, impediram o material pirotécnico de chegar ao destino final, São Jorge. O Jornal Diário Insular avança mesmo que neste momento não há, na ilha, “fogo” para lançar nas festas do Espírito Santo.

Ao que o DI conseguiu apurar, o transporte deveria ter ocorrido em meados de abril. No entanto, constrangimentos relacionados com o limite de peso passível de ser transportado pela via terrestre, em carrinhas devidamente licenciadas, motivaram a intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP), que apreendeu o material no local, antes do embarque.

Fontes de DI sublinham outro problema, desta feita relacionado com o manuseamento de pirotecnia em São Jorge. Em causa estará a falta de um paiol que ofereça garantias de segurança.

Ainda assim, de acordo com informações recolhidas pelo jornal terceirense, os constrangimentos estarão em vias de resolução, uma vez que estarão a decorrer negociações com o Comando Regional da PSP para encontrar soluções que possibilitem o transporte e o manuseamento seguro de material pirotécnico em São Jorge.

 

 

 

Coroações e Touradas

Os jorgenses têm dado conta da falta de foguetes, sobretudo nas coroações do Espírito Santo. A lacuna é tema de conversa nos vários pontos da ilha, onde se teme que a burocracia acabe com as tradições locais.

“É tradicional. No Espírito Santo há sempre foguetes e este ano não há nada. Tenho 57 anos e não me lembro de umas festas sem ‘fogo’. Não há alegria. É um silêncio triste”, sublinha Mark Marques, promotor do Jornal Magazine Info-Fajãs (http://info-fajas.pt).

Mas não é só nas coroações que fazem falta os foguetes, avança o DI, contando o episódio de que no passado dia um de maio, na tourada da freguesia da Urzelina – que deu arranque à época taurina em São Jorge – em vez dos tradicionais foguetes ouviu-se um trompete a indicar a saída e a entrada do toiro na gaiola.

Ao que se sabe, a experiência de substituição foi bem-sucedida e o calendário de touradas à corda em São Jorge mantém-se – sem foguetes, mas com instrumentos de música.
“Correu tudo bem, porque as pessoas sabem quando podem ou não podem passar, quando é que o toiro está dentro ou quando é que o toiro está fora. E quando não sabem há sempre alguém para avisar”, sublinhou o jorgense.

 

 

 

 

Diário Insular/RL Açores

Fotografia: ©Mark Marques|Info-Fajãs

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