Governo dos Açores aposta no estímulo da capacidade criadora dos agentes culturais, afirma Avelino Meneses

O Secretário Regional da Educação e Cultura afirmou, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores, em matéria de cultura, move-se, entre outras objetivos, pelo “estímulo à capacidade de criação” dos agentes individuais ou coletivos.

Avelino Meneses, que falava terça-feira na entrega do Prémio Regional de Cinema e Audiovisual ‘Ayres d’Aguiar’, salientou que foi por isso que foram recentemente instituídos seis prémios de criação cultural, entre os quais o prémio de cinema, que “pretende galardoar, valorizar os cineastas regionais” nas categorias da ficção, documentário e animação.

Na sua intervenção, Avelino Meneses destacou os recentes trabalhos do Conselho Regional de Cultura que, entre outros aspetos, discutiu uma estratégia para o cinema e o audiovisual nos Açores, frisando que, “mais do que uma estratégia para o cinema, o objetivo consiste na promoção de uma literacia do audiovisual”.

Essa literacia, acrescentou o titular da pasta da Cultura, pretende que “os recetores, os cidadãos, não tenham somente uma postura passiva e amorfa mas, em vez disso, uma atitude ativa e pensante”.

“O cinema ocupa aqui um papel central, consistindo o nosso propósito uma tentativa de levar o cinema às pessoas e de trazer as pessoas ao cinema”, afirmou.

Para o Secretário Regional, a escola, por ser “a base de todas as educações”, desempenha “necessariamente” uma função essencial, até pela experiência “prometedora” como a que decorre atualmente na ilha Terceira, na sequência de uma parceria entre a Direção Regional de Educação e o Cineclube.

Avelino Meneses realçou ainda a necessidade “estratégica” de uma maior cooperação entre o Governo da Região e a RTP/Açores, para que “a produção do audiovisual não se cinja à importação de séries nacionais ou estrangeiras”, mas que “se concretize também na apresentação de conteúdos próprios que reflitam a nossa realidade, o nosso modo de ser, a nossa cultura”.

Avelino Meneses destacou ainda a figura de Ayres d’Aguiar, patrono do Prémio de Cinema e Audiovisual, que apontou como exemplo de “competência e tenacidade”, salientando a qualidade dos trabalhos galardoados nesta primeira edição do prémio e agradeceu a colaboração “prestimosa” do júri.

Na sua primeira edição, o Prémio Regional de Cinema e Audiovisual ‘Ayres d’Aguiar’ distinguiu o filme ‘O Livreiro de Santiago’, de José de Medeiros, na categoria de ficção, e o filme ‘PDL-LIS’, de Diogo Silva Lima, na categoria de documentário.

O júri, constituído por António Pedro de Vasconcelos, Anabela Dinis Branco de Oliveira e Manuel Bernardo Cabral, decidiu ainda atribuir uma Menção Honrosa, na categoria documentário, ao filme ‘O Funeral Artístico do Projecionista’, de Luís Filipe da Silva Bicudo.

O Prémio de Cinema e Audiovisual ‘Ayres d’Aguiar’, instituído por Resolução do Conselho de Governo, destina-se a galardoar, bienalmente, nos anos ímpares, os cineastas regionais e a valorizar a atividade cultural regional no domínio do cinema e do audiovisual, nas suas diferentes categorias.

GaCS/RL Açores

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