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Governo dos Açores defende gestão de quota de goraz por ilha a partir de 2016

Governo dos Açores defende gestão de quota de goraz por ilha a partir de 2016

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou esta segunda-feira, na Graciosa, que o Governo dos Açores pretende reintroduzir “um sistema em que, a partir do próximo ano, a quota da Região para o goraz seja dividida por ilha”.

Fausto Brito e Abreu, que falava à margem de uma reunião com a Associação de Pescadores Graciosenses, no âmbito da visita estatutária, salientou que o encontro “serviu para os pescadores expressarem ao Governo dos Açores as suas preocupações e as suas iniciativas”.

Nesse sentido, salientou que, para além das políticas do Governo Regional no que se refere a pescarias de espécies com quota, “foram ainda discutidos temas como a apanha de algas pelos pescadores e um protocolo que prevê que a manutenção de algumas infraestruturas e equipamentos seja feita pela associação de profissionais da pesca da Graciosa”.

Brito e Abreu frisou que a apanha e o comércio de algas é “uma iniciativa interessante, que está a ser promovida desde 2014, tendo um impacto significativo na ilha Graciosa”, considerando que esta atividade representa “uma fonte de receitas adicional à pesca, contribuindo para o aumento do rendimento dos pescadores graciosenses”.

O governante alertou, no entanto, para a necessidade de a Associação de Pescadores Graciosenses “manter padrões de sustentabilidade na apanha de algas”, acrescentando que “as algas servem também de ecossistema para a reprodução de espécies ligadas à pesca”.

Nesse sentido, Brito e Abreu recordou a conferência organizada este verão, na Graciosa, que pôs em contacto uma investigadora da Universidade dos Açores e os apanhadores de algas graciosenses, e que teve como objetivo contribuir para a sustentabilidade desta atividade na ilha.

Sobre a possibilidade da criação de um protocolo entre o Governo dos Açores e a Associação de Pescadores Graciosenses para que esta passe a ser a entidade responsável pela gestão e manutenção de algumas infraestruturas e equipamentos, nomeadamente das gruas existentes nos portos de pesca da ilha, o Secretário Regional do Mar afirmou que a proposta será avaliada, acrescentando que se enquadra nos objetivos do Executivo de “incentivar os profissionais do setor das pescas a agir coletivamente na resolução dos seus problemas comuns, concedendo-lhes maior capacidade interventiva”.

GaCS/RL Açores

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