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Governo dos Açores não se demitirá das suas responsabilidades se houver impactos negativos na venda de queijo de São Jorge nos EUA, afirma João Ponte

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou na passada semana que o Governo dos Açores não se demitirá das suas responsabilidades se os EUA não recuarem na decisão de agravamento das taxas aduaneiras aos produtos lácteos europeus e caso não haja uma resposta adequada da União Europeia para compensar os impactos que possam ocorrer nas cooperativas e nos produtores.

“Se verificarmos que este agravamento das taxas aduaneiras impostas pelos EUA não for alterado e influenciar o volume de vendas do queijo de São Jorge naquele país, bem como não surgirem medidas de apoio adequadas por parte da União Europeia, o Governo Regional não se demitirá das suas responsabilidades e criará um plano de contingência que permita anular os eventuais impactos negativos que possam surgir nas cooperativas de lacticínios”, frisou João Ponte, à margem de uma visita à FINISTERRA – Cooperativa Laticínios do Topo pelos membros do Conselho Regional da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural.

João Ponte, em declarações aos jornalistas, disse que o Governo dos Açores continua a acreditar que será possível, pela via diplomática, isentar o queijo de São Jorge deste agravamento das taxas aduaneiras.

“Não faz qualquer sentido que o queijo de São Jorge seja envolvido numa luta que nada tem a ver com o setor dos lacticínios”, salientou.

Os governos dos Açores e da República têm desenvolvido várias iniciativas, a diferentes níveis de influência, seja para reverter uma decisão unilateral da administração norte-americana que resulta de lutas ao nível do setor aeronáutico ou para a criação, no âmbito da União Europeia, de medidas que venham a compensar os prejuízos resultantes desta decisão.

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou ainda o trabalho de recuperação financeira que o setor cooperativo em São Jorge tem vindo a fazer e a aposta na qualidade do queijo que é produzido.

“Numa ilha onde o queijo é motor da economia, gera emprego, riqueza e é imagem de marca, a recuperação financeira que o setor cooperativo tem vindo a fazer é essencial para assegurar a sustentabilidade da produção de leite em São Jorge”, referiu João Ponte.

GaCS/RL Açores

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