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Governo dos Açores quer isentar de rateios os primeiros 10 bovinos candidatados ao prémio ao abate em 2018

Governo dos Açores quer isentar de rateios os primeiros 10 bovinos candidatados ao prémio ao abate em 2018

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas anunciou hoje que a proposta de revisão do POSEI para 2018 no setor da carne prevê, por exemplo, uma alteração ao prémio ao abate de bovinos que passa pela isenção de rateio nos primeiros 10 animais candidatados.

“Naturalmente, esta medida é importante para o Governo Regional porque beneficia todos os agricultores, sobretudo aqueles que abatem menos de 10 animais ao longo do ano, o que corresponde a 65% de todas as candidaturas”, afirmou João Ponte, após uma visita à sala de desmancha do Matadouro do Pico, que está concessionada à Cooperativa VerdeAtlântico, no âmbito da visita estatutária à ilha do Pico.

O titular da pasta da Agricultura adiantou, também, que os pagamentos do prémio ao abate de bovinos vão passar a ser feitos em duas fases distintas, uma primeira em outubro de 2018, que corresponderá a 70% dos abates registados no primeiro semestre, e uma segunda, em março de 2019, onde será pago o valor restante.

João Ponte salientou que a produção de carne é diferente da produção de leite, pois enquanto os produtores de leite recebem mensalmente, os de carne só recebem quando é feita a venda, daí a justificação para se efetuar esta alteração.

“Trata-se de um aspeto positivo e que acolheu o parecer bastante favorável das associações ligadas ao setor”, disse o Secretário Regional, acrescentando que o prazo mínimo para os animais poderem obter o prémio ao abate vai passar de oito para sete meses.

Por outro lado, João Ponte salientou que o prémio ao abate passa a ser fechado, ou seja, num ano em que haja menor número de abates e não seja esgotado todo o orçamento disponível será feita uma redistribuição do valor que sobrar.

O governante, que também reuniu hoje com a Direção da VerdeAtlântico, destacou que os projetos em curso desta cooperativa, ao nível da desmancha da carne, para encontrar novos operadores e mercados que valorizem o produto vão implicar novos investimentos, como, por exemplo, a aquisição de um túnel de frio e um detetor de metais para a sala de desmancha do Matadouro da ilha do Pico.

“São investimentos estratégicos e importantes para a consolidação dos negócios da VerdeAtlântico e para o desenvolvimento do setor da carne na ilha do Pico”, frisou João Ponte, acrescentando que a concretização dos negócios que estão a decorrer com novos operadores, além de serem importantes para a valorização da fileira da carne na ilha, contribuirão para uma maior notoriedade da carne produzida nos Açores.

Em 2016, na ilha do Pico, 65% das carcaças abatidas e aprovadas para consumo foram exportadas.

 

GaCS/RL Açores

 

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