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Governo dos Açores reconhece importância da tripolaridade da Universidade dos Açores

Governo dos Açores reconhece importância da tripolaridade da Universidade dos Açores

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia destacou esta segunda-feira, em Ponta Delgada, a importância da tripolaridade da Universidade dos Açores “para o desenvolvimento harmonioso da Região”.

Fausto Brito e Abreu, que falava na cerimónia de assinatura do contrato-programa de apoio à tripolaridade da Universidade dos Açores, no valor de 350 mil euros, salientou que, “ao longo dos anos, tem havido uma colaboração próxima, sendo que a história da universidade está intimamente ligada à história da Autonomia da Região”.

Para o Secretário Regional, o apoio que o Governo dos Açores atribuiu à academia açoriana permite dotá-la de infraestruturas físicas e recursos humanos, quer seja através de bolsas de doutoramento ou pós-doutoramento, “o que contribui para o prestígio da Universidade dos Açores e para a sua capacidade de atrair estudantes e aceder a fontes de financiamento independentes”.

Fausto Brito e Abreu frisou que “o financiamento da Universidade dos Açores depende do Governo da República e tem uma linha de reporte direto ao Ministério do Ensino Superior”, acrescentando que o Governo Regional vai continuar a apoiar a universidade, “com respeito pleno pela sua autonomia”, assim como continuará “a colaborar com a academia açoriana para fazer eco da sua voz e transmitir à sua tutela no Governo central as especificidades próprias que a universidade tem”.

Em declarações aos jornalistas à margem da cerimónia, o Secretário Regional explicou que “este montante não visa dar resposta plena aos custos da tripolaridade”, salientando que “o entendimento do Governo dos Açores é que o financiamento da universidade é da responsabilidade do Governo da República, mas, sendo uma instituição de enorme importância para o desenvolvimento da Região, o Executivo regional dá uma diversidade grande de apoios”.

“Temos de ter o cuidado de não nos substituirmos às responsabilidades da tutela da Universidade e onerar demasiado os contribuintes açorianos, numa obrigação que não é exclusivamente sua”, afirmou.

Questionado sobre a continuidade da tripolaridade da Universidade dos Açores, Fausto Brito e Abreu afirmou que esta “não está em causa”, considerando que, numa região arquipelágica como os Açores, “faz todo o sentido que seja multipolar, porque a torna mais atraente para alguns públicos, de maneira que da parte do Governo da República não haverá qualquer tipo de intenção de eliminar a tripolaridade”.

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou ainda que, “se houvesse uma situação de emergência em que fosse preciso o Governo Regional avançar com um valor mais alto, seguramente que estaria permeável em avançar com essa hipótese, mas, neste momento, achámos que é indesejável estar a substituirmo-nos ao Governo da República, que é quem tem a responsabilidade pelo financiamento das universidades”.

GaCS/RL Açores

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