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Governo faz “corte brutal” na deslocação de médicos a São Jorge, denuncia Ana Espínola (c/áudio)

Governo faz “corte brutal” na deslocação de médicos a São Jorge, denuncia Ana Espínola (c/áudio)

A Deputada do CDS-PP Açores, Ana Espínola, considerou, esta terça-feira, “brutal” o corte feito pelo Secretário Regional da Saúde na deslocação de médicos especialistas às ilhas sem hospital, em particular à ilha de São Jorge, onde de 2012 a 2014 se registou uma “redução do número de consultas de especialidade de 72,3%”.

“Este brutal corte na saúde dos Jorgenses representa um acto de verdadeira violência praticado sobre milhares de doentes que foram remetidos para o sofrimento”, disse Ana Espínola, em comunicado distribuído pelos órgãos de comunicação social, lembrando que o CDS-PP foi o primeiro a denunciar e criticar esta decisão do Secretário da Saúde.

“A 13 de Fevereiro de 2013, ou seja, há praticamente dois anos atrás, o CDS-PP Açores denunciou e criticou o facto do Secretário Regional da Saúde do actual Governo socialista ter mandado suspender todas as deslocações de médicos especialistas às ilhas sem hospital.” Algo que no mesmo dia o Secretário Regional da Saúde se apressou a desmentir emitindo uma nota que afirmava que: ‘Não foram proibidas as deslocações de médicos especialistas às ilhas sem hospital, medida que, de resto, não teria sentido’.

De acordo com os democratas-cristãos, o próprio Governo Regional vem agora dar razão ao CDS-PP, uma vez que o Secretário Regional da Saúde “acabou com uma prática clínica e política que, para além de prestar serviços de saúde de proximidade e qualidade às populações das ilhas mais pequenas, era um património político do qual o próprio PS/Açores se orgulhava”, escreve a Deputada popular.

Para Ana Espínola “a decisão do Dr. Luís Cabral, com o chocante e preocupante beneplácito do restante elenco governativo e do PS/Açores, foi tomada a coberto do alegado plano de reestruturação do Serviço Regional de Saúde, documento concebido visando uma suposta reforma dos serviços de saúde que, para além de merecer o repúdio das populações, persegue objectivos de concentração do maior número possível de consultas, exames, cirurgias ou tratamentos num hospital central (no caso o Hospital de Ponta Delgada)”.

A parlamentar eleita pela ilha de São Jorge acrescentou que “a medida adotada pelo Secretário Regional da Saúde (mas sempre negada pelo próprio e pelo PS/Açores, sem qualquer pudor) começa a revelar-se e de forma colossal: de fins de 2012 até ao final de 2014 registou-se uma diminuição drástica e dramática do número de consultas de especialidade nas ilhas sem hospital – foram menos 80,5% de consultas realizadas, isto é, cortaram-se 17.288 consultas e menos 367 deslocações de especialistas àquelas ilhas” (no total das seis ilhas sem hospital).

Segundo dados revelados pelo Governo Regional, numa resposta a um requerimento do CDS-PP Açores subscrito pela Deputada Ana Espínola, “em São Jorge, de 2012 para 2014, acabaram as deslocações de especialistas nas áreas da Cirurgia Vascular, Endocrinologia, Fisiatria, Cirurgia, Dermatologia, Psiquiatria e Reumatologia. O número de consultas de especialidade tem vindo a diminuir: em 2012, houve 5312 consultas; em 2013, reduziu-se a menos de metade (2450 consultas); em 2014, baixou para 1469 consultas. No que se refere ao número de deslocações de médicos especialistas regista-se uma redução também drástica: em 2012, efectuaram-se 55 visitas; em 2013, 33 visitas; em 2014, apenas 19 visitas”. Em síntese, constata-se, “entre 2012 e 2014, a redução do número de consultas de especialidade em São Jorge foi de 72,3%”.

Perante estes dados, Ana Espínola não tem dúvidas de que “mais uma vez, o tempo dá razão ao CDS-PP e desmente categoricamente o Secretário da Saúde”, sendo uma “decisão tomada de forma leviana, precipitada e sem qualquer fundamentação clínica e que atenta contra o mais elementar direito do ser humano – o direito à saúde”.

A deputada jorgense frisou ainda que “o cenário é tão mais violento quando se verifica que nem os médicos especialistas se deslocaram às ilhas sem hospital, nem os doentes foram deslocados às ilhas com hospital para realização das consultas”.

GI CDS-PP Açores/RL Açores

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