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Governos dos Açores e da República vão cooperar mais em Ciência e Tecnologia, afirma Brito e Abreu

Governos dos Açores e da República vão cooperar mais em Ciência e Tecnologia, afirma Brito e Abreu

O Secretário Regional do Mar, Ciência e Tecnologia afirmou esta quinta-feira, em Lisboa, que a cooperação entre os governos dos Açores e da República nas áreas da Ciência e Tecnologia vai ter “uma melhoria significativa”.

Fausto Brito e Abreu, que falava no final de uma reunião com o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, disse estar “bastante otimista” com o resultado do encontro, durante o qual foram debatidas as políticas regionais de Ciência e Tecnologia, bem como assuntos de interesse comum entre o Governo Regional e o Governo da República nestas áreas.

“Vai haver um esforço para inverter a política nacional de desinvestimento em Ciência que esteve em vigor nos últimos quatro anos”, frisou, salientando, segundo a conversa mantida com o Ministro da Ciência, “uma preocupação especial em tentar flexibilizar mais o emprego científico e dar passos no sentido de as universidades poderem ter mais flexibilização na contratação de quadros”.

O Secretário Regional afirmou ainda a necessidade de “absorver no sistema universitário investigadores que estão a trabalhar há anos a título mais ou menos precário e que não conseguem progredir [na carreira]”.

Brito e Abreu destacou o “potencial dos Açores” para desenvolver áreas científicas e tecnológicas importantes para o país, decorrentes da localização geográfica do arquipélago, das condições naturais e das competências das unidades de investigação regionais.

Do ponto de vista da cooperação entre governos, o Secretário Regional apontou “duas grandes áreas” em que os Açores trazem “grandes ativos para o país e para a política de Ciência e Tecnologia do país”, nomeadamente a exploração do mar profundo e as tecnologias espaciais.

Segundo Brito e Abreu, a localização dos Açores no centro do Atlântico permite a instalação de estruturas terrestres capazes de observar “grandes partes da órbitra terrestre”, constituindo-se, por isso, como “um ativo de Portugal para atrair projetos na área das infraestruturas de observação do espaço, de observação remota da Terra e de oceanos”.

O Secretário Regional do Mar lembrou ainda que o programa do Governo da República aprovado recentemente prevê a instalação de um Centro de Observação Oceânica nos Açores, mais concretamente na Horta, na ilha do Faial.

Nesse sentido, Brito e Abreu afirmou que “há uma ligação muito forte entre a política regional nas áreas do mar, da ciência e tecnologia e a instalação deste centro no local onde é feita a principal investigação no que se refere ao mar profundo”, através do Departamento de Oceanografia e Pescas da Universidade dos Açores.

“O Governo Regional irá instalar também na Horta a Escola do Mar dos Açores, que terá ensino técnico e dará cursos na área da robótica submarina e noutras áreas que têm sinergias óbvias com os estudos científicos sobre o mar profundo”, acrescentou.

“O Centro de Observação Oceânica não é apenas uma promessa eleitoral”, frisou, acrescentando que o Governo português está empenhado em instalar nos Açores esta infraestrutura.

Ainda nos domínios da investigação científica dirigida ao mar, Fausto Brito e Abreu referiu que “ainda existe muito pouco conhecimento a nível mundial dos recursos abaixo dos dois mil metros de profundidade”, destacando, nesse sentido, “a localização privilegiada dos Açores”, próxima da crista dorsal média atlântica, bem como “a investigação de ponta” realizada já há vários anos pela Universidade dos Açores e os seus centros de investigação.

No encontro hoje realizado em Lisboa foram também debatidos temas relacionados com o ensino superior e a Universidade dos Açores.

Brito e Abreu transmitiu ao Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a posição do Governo Regional sobre a importância de o Governo da República ter em conta “as especificidades próprias da Universidade dos Açores, que está localizada numa região cujo território é fragmentado por nove ilhas”, e contribuir para compensar os sobrecustos da sua insularidade e estrutura tripolar, que são “uma peça importante do desenvolvimento harmonioso da Região, que é também um desígnio nacional”.

GaCS/RL Açores

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