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Governos socialistas não souberam combater crise da Construção civil, acusa PSD

 

O PSD/Açores considerou que as sucessivas governações socialistas foram “incapazes” de combater a crise instalada no setor da construção civil, nomeadamente “gerando emprego e fixando riqueza através do investimento público em infraestruturas, mesmo se beneficiaram de avultado financiamento comunitário para tal”, disse o deputado Luís Rendeiro.

Uma tendência que se mantém neste programa de governo, onde “é notória a ausência de novas políticas para um setor que encerra o maior número de desempregados da Região”.

“Especialmente no que se refere às pequenas e médias empresas, que são as que geram emprego, pelo que uma aposta maior na requalificação urbana seria uma opção lógica”, adiantou.

Luís Rendeiro apontou igualmente a Carta Regional das Obras Públicas (CROP) como “mais um falhanço da governação socialista”.

E lembrou que foi o secretário regional Vítor Fraga quem, há quatro anos, “assumiu no debate do programa do anterior governo, o final do ciclo das grandes obras públicas e a importância desse fantástico documento, que tinha como horizonte o ano de 2020”.

“O que é que aconteceu à CROP, Senhor Secretário? Desapareceu?”, questionou o deputado social-democrata, lembrando que o PS e os seus governos também conduziram o setor da construção civil a uma tempestade perfeita”.

“Foi aliás o setor que, fruto da crise, lançou mais açorianos no desemprego, desde os trabalhadores menos qualificados, aos técnicos mais especializados. Levou a um maior número de falências de empresas na Região, e levou a que um maior número de pessoas emigrasse ou passasse a integrar as fileiras dos beneficiários de apoios sociais e programas de ocupação, que são cada vez menos temporários e cada vez mais permanentes”, criticou Luís Rendeiro.

O deputado do PSD/Açores considerou ainda que os governos do PS têm sido “incapazes de transferir o conhecimento científico para as empresas de modo a desenvolver economicamente a Região. E não tem sido por falta de entidades, de planos, de programas ou de investimento público”.

Luís Rendeiro quis saber da tutela “quantos empregos de base tecnológica é que já foram criados nos Açores? Quantas patentes é que já foram registadas com base em ciência e conhecimento produzidos na Região? Qual o retorno daquilo que se investiu até agora? Quantas e quais as empresas, nacionais ou estrangeiras, que vieram para a Região? O que produzem? Os será que a ciência que se produz se anda e esgotar no financiamento que obtém?”, questões a que não obteve resposta.

O social-democrata disse ainda que os parques tecnológicos da Região “não se podem esgotar no betão, mas têm de se assumir como alavancas ao desenvolvimento regional e à criação de riqueza e emprego, algo que os governos do PS tardam em conseguir concretizar”, concluiu.

GI PSD Açores/RL Açores

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