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Há mais de 1365 toneladas de queijo de São Jorge “entulhado” por falta de escoamento, denuncia Catarina Cabeceiras

Há mais de 1365 toneladas de queijo de São Jorge “entulhado” por falta de escoamento, denuncia Catarina Cabeceiras

 

A Deputada do CDS-PP Açores Catarina Cabeceiras denunciou, esta sexta-feira, que “existem, neste momento, mais de 1365 toneladas de queijo de São Jorge entulhado nas câmaras de conservação das Cooperativas” produtoras, por falta de estratégia e de meios para o seu escoamento e exportação, facto que está a estrangular a economia da ilha.

No debate do Programa do XII Governo Regional, a Deputada popular questionou o novo Secretário Regional com a pasta da Agricultura sobre que “soluções concretas e urgentes” pretende o executivo adotar como forma de ajudar os produtores a escoar as toneladas de um produto que, para além de uma imagem de marca dos Açores “é a joia da coroa da economia da ilha de São Jorge”.

Do Governo Regional Catarina Cabeceiras não ouviu respostas concretas porque o executivo justificou não ter mais tempo para falar, facto que a Deputada jorgense considerou “lamentável”: “Numa altura em que os nossos lavradores tanto precisam de respostas, porque estamos perante uma das maiores crises de sempre no setor, a atitude do Governo de dizer que não tem tempo para responder é inadmissível e lamentável”.

A parlamentar democrata-cristã colocou ainda outras questões ao Governo socialista que se prendiam com a disponibilidade do Governo em proibir a estabulação permanente de gado na Região, denunciou os rateios que impedem os incentivos à produção de silagens de milho e criticou o facto de se querer incentivar a alimentação do gado à base de pastagem ao mesmo tempo que a Região paga a importação de palha de Espanha.

No que toca à estratégia de valorização dos produtos endógenos das ilhas, Catarina Cabeceiras denunciou, ainda, que, devido à disseminação da Marca Açores, os “produtores de carne IGP (Indicação Geográfica Protegida) têm, neste momento, elevados prejuízos devido à concorrência desleal da carne que está a ser comercializada com o selo da Mara Açores que é vendida nas mesmas prateleiras a preços muito mais baixos, até porque os custos de produção são também muito mais reduzidos, isto já para não falar do mel DOP (Denominação de Origem Protegida) produzido na Região”.

GI CDS-PP Açores/RL Açores

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