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João Ponte destaca boa recuperação das cooperativas de lacticínios em São Jorge

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas destacou esta terça-feira  o trajeto positivo e a boa recuperação, com impacto direto na economia, que as cooperativas de lacticínios fizeram nos últimos anos na ilha de São Jorge.

“Entre 2016 e 2019, registou-se uma recuperação de 11% na valorização do preço do queijo e esse foi um aspeto decisivo para a redução do passivo do setor cooperativo, sendo que, nos últimos quatro anos, foi possível reduzir em 2,5 milhões de euros”, referiu João Ponte, que falava à margem de uma reunião com a Direção da Uniqueijo – União de Cooperativas Agrícolas de Lacticínios de São Jorge.

O governante afirmou também que, fruto da melhoria da eficiência no sistema de produção, foi possível aumentar o stock de queijo, algo que tem um impacto positivo em termos de criação de valor, permitindo que a cooperativa continue o seu trajeto de recuperação financeira.

“A verdade é que, em 2019, a Uniqueijo irá voltar aos resultados positivos e isso é um importante sinal de confiança no futuro e junto dos seus parceiros, desde logo, a banca”, salientou João Ponte, acrescentando que importa ainda valorizar a aposta que tem vindo a ser feita na inovação de produtos, com maior valor acrescentado.

Na reunião foi também abordada a questão do aumento das taxas aduaneiras aplicadas pelos EUA aos produtos lácteos europeus, que abrange o queijo de São Jorge, tendo Joao Ponte garantido que o Governo Regional vai continuar a acompanhar essa situação aos mais diferentes níveis.

“Ainda ontem tive a oportunidade de falar sobre o assunto, novamente, com a senhora Ministra da Agricultura, que, na última reunião do Conselho de Ministros da Agricultura da União Europeia, solicitou o apoio da Comissão Europeia na resolução desta matéria, que, como sabemos, não é específica de São Jorge, mas de âmbito europeu”, afirmou João Ponte.

O governante salientou que, neste momento, não é possível avaliar as consequências dessa decisão norte-americana e só na próxima encomenda, que ocorre no início de fevereiro, será possível fazer uma avaliação, mais em concreto, se estas taxas, que naturalmente terão reflexo no preço de venda do queijo nos EUA, terão ou não impacto ao nível do seu consumo.

GaCS/RL Açores

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