Leite produzido a partir de rações com OGM retira credibilidade à Marca Açores

“Que credibilidade pode ter a ‘Marca Açores’, nos mercados nacionais e internacionais, como produto verde, quando parte do leite produzido na Região, além de o ser em regime intensivo, é em parte composto por Organismos Geneticamente Modificados (OGM)?”, a denúncia foi feita esta manhã pela deputada do BE Açores, que referiu que o concentrado que está na base das rações utilizadas pelos produtores açorianos tem origem nos Estados Unidos da América e contém OGM. “Uma irresponsabilidade ditada pelo lucro imediato e por interesses económicos e políticos que põe em causa uma marca que se quer séria, diferenciada e de excelência”, disse Zuraida Soares.

E se a presença de OGM é já extremamente penalizadora do conceito de natureza verde que se quer conferir aos produtos com origem nos Açores, o inexplicável facto de as vacas leiteiras dos Açores estarem a consumir, em média, mais ração do que as vacas das explorações no continente, é mais um fator negativo para a diferenciação pela qualidade, que deve ser a aposta da Região.

“A BEL está a fazer aquilo que o Governo Regional devia ter começado a fazer há muitos anos”, disse a deputada do BE referindo-se ao projeto ‘vacas felizes’, que se baseia na diferenciação pela qualidade através de uma alimentação dos animais exclusivamente nas pastagens.

Insistindo na defesa do apoio à valorização do leite dos Açores, Zuraida Soares salientou o ridículo da política seguida atualmente pelo Governo Regional: “Como é que o melhor leite da Europa – aquele que é produzido nos Açores – é o mais barato e porque é que este leite vai em enormes quantidades para leite em pó e queijo barra, produtos com pouco valor acrescentado?”.

GI BE Açores/RL Açores

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