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Livro “São Jorge e as suas Fajãs”, de Clímaco Ferreira da Cunha, apresenta a ilha, as fajãs e os seus costumes

Livro “São Jorge e as suas Fajãs”, de Clímaco Ferreira da Cunha, apresenta a ilha, as fajãs e os seus costumes

No âmbito da sessão de abertura do Festival de Julho, que aconteceu esta quinta-feira, foi apresentado o livro “São Jorge e as suas Fajãs” da autoria de Clímaco Ferreira da Cunha, sendo esta uma obra onde o autor apresenta a ilha, as fajãs e os seus costumes.

De acordo com Clímaco Ferreira da Cunha o livro está organizado por diversos capítulos, onde o autor começa por apresentar “a ilha de São Jorge no contexto dos Açores, para nos localizarmos no tempo e no espaço”, fazendo também um “resumo da história de São Jorge, apontando a evolução da ilha com alguns prós e contras”.

O autor nomeia ainda um capítulo intitulado “A ilha de São Jorge de ontem, de hoje e de amanhã, passando a imagem de como foi, como é e como poderá vir a ser a vivência na nossa ilha”.

Clímaco Cunha fala ainda nesta parte do seu livro, que engloba história e cultura da ilha, em aspetos como o sistema de arrendamento das pastagens, a conhecida “saca de roupa da América” e das açordas, considerado “um prato de subsistência”, como referiu o autor.

O tema central do livro é, claro, as fajãs, onde Climaco Ferreira da Cunha fala “do ordenamento, da localização e da quantidade de fajãs por freguesia, com o seu historial desde os seus primórdios, o seu interesse no passado e valor para as nossas gentes e para o turismo no presente e no futuro”.

O autor fala ainda nas fajãs com ermidas, dando especial destaque à Fajã D’Além que, na sua opinião, é a “fajã mais fajã de São Jorge”.

“Não se trata, de forma alguma, de uma obra literária nem nada que se pareça”, esclareceu Clímaco Cunha, dizendo mesmo nem tão pouco pretender “fazer um trabalho de valor académico”, querendo  “apenas deixar algumas notas do passado referentes à nossa ilha”.

O autor revelou ainda que grande parte da informação do livro foi recolhida através de “transmissão oral, tendo como fontes pessoas idosas, que, em alguns casos, se contradizem”, pretendendo assim explicar algum desfasamento que possa estar patente na obra.

“Tentei ser o mais fiel possível aos dados disponíveis e fornecidos por essas pessoas, que tiveram a gentileza de colaborar comigo”, frisou Clímaco Ferreira da Cunha, dizendo mesmo que “os homens e as mulheres morrem, mas os livros ficam para contar a nossa história”, sendo isso o que pretende com esta sua obra dedica a todos os jorgenses, em especial à sua família.

Este é o segundo livro publicado por Clímaco Ferreira da Cunha, que o autor espera que tenha o mesmo sucesso que o primeiro que já vai na terceira edição.

Liliana Andrade/RL Açores

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