Luís Neto Viveiros anuncia candidatura das Fajãs de S. Jorge a Reserva da Biosfera

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente revelou hoje, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores decidiu candidatar as Fajãs de São Jorge a Reserva da Biosfera, acrescentando que a apresentação desta iniciativa ocorrerá a 25 de setembro no âmbito do seminário sobre “Reservas da Biosfera – Um contributo para o desenvolvimento local”, integrado no 12º Encontro Internacional da REDBIOS que se realiza na Região.

“Desenvolvemos uma iniciativa que pode e certamente irá valorizar a ilha de São Jorge e as fajãs em particular”, afirmou Luís Neto Viveiros em declarações à saída da reunião da Comissão dos Assuntos Parlamentares, Ambiente e Trabalho.

O Secretário Regional precisou que a Direção Regional do Ambiente tem vindo a preparar as bases da candidatura – integrada na estratégia de desenvolvimento sustentável dos Açores e tendo em vista a promoção e reconhecimento internacionais do património natural e cultural das fajãs -, e que a sua formalização para que passe a integrar o programa MAB (Man and the Biosphere) da UNESCO ocorrerá no próximo ano.

São cerca de oito dezenas as fajãs existentes em São Jorge e que determinaram a ocupação do território e toda a atividade económica e social da ilha, pelo que a equipa responsável pelo processo de candidatura estará no terreno ao longo dos próximos meses, envolvendo as forças vivas de São Jorge e os seus dois municípios.

Luís Neto Viveiros revelou ainda que o Governo dos Açores, tendo em conta que o atual Plano de Ordenamento da Orla Costeira de São Jorge (POOC) já está em vigor há nove anos, decidiu promover a sua avaliação pública e posterior revisão.

Assim, o Secretário Regional que foi ouvido pela comissão parlamentar sobre uma proposta do CDS-PP no sentido de criar um Plano Integrado de Desenvolvimento para as Fajãs e a que reconheceu alguns méritos em termos de princípio, embora alertando que não teria a força jurídica do POOC, afirmou ter-se consensualizado que as propostas poderão ser analisadas e debatidas no âmbito do processo de revisão pública desencadeado pelo Governo dos Açores.

GaCS

Deixe uma resposta