Luís Neto Viveiros anuncia marca “Florestas dos Açores” e assegura empenho do Governo Regional no crescimento do setor

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente anunciou a criação da marca “Florestas dos Açores” que, agregada à Certificação da Gestão Florestal, vai a partir de 2015 permitir evidenciar a origem dos produtos e serviços florestais endógenos.

Além da consolidação, com o incremento da divulgação da marca “Criptoméria dos Açores”, vão “ser incluídos [na nova marca] todos os produtos oriundos desta fileira que não apenas a madeira”, explicou Luís Neto Viveiros, à margem da apresentação pública da Estratégia Florestal dos Açores, a desenvolver até 2020.

Questionado pelos jornalistas, o Secretário Regional referiu, como exemplos, a produção de mel e material lenhoso, prevendo-se ainda, noutra vertente, associar a marca ao recreio florestal.

Na apresentação da Estratégia Florestal dos Açores que agregou contributos dos parceiros e de organizações não-governamentais, Luís Neto Viveiros destacou o potencial gerador de riqueza que este setor representa, elencando algumas das medidas de apoio específicas previstas para o período 2014-2020, às quais corresponde uma afetação de 16, 6 ME.

Apoio aos investimentos em tecnologias florestais, na transformação, mobilização e comercialização dos produtos florestais, à criação de agrupamentos e organizações de produtores, assim como aos serviços silvo-ambientais, climáticos e de conservação das florestas, foram algumas das medidas destacadas pelo Secretário Regional.

“Pretendemos também com o desenvolvimento destas medidas contribuir, de uma forma muito decidida, para a contribuição de emprego, na exploração de todo este potencial que temos, não esquecendo, obviamente, a preservação ambiental”, salientou Luís Neto Viveiros.

Ao nível da Melhoria e Desenvolvimento de Infraestruturas, nomeadamente investimento em caminhos florestais e rurais, o Secretário Regional adiantou que estão previstos cerca de 30 ME.

Para Luís Neto Viveiros, além das 247 empresas existentes na Região, o setor florestal “tem imensas potencialidades, que devem ser exploradas”, também ao nível da inovação, assegurando que é nesse sentido que o Governo dos Açores trabalha, “naturalmente, para o evidenciar”.

Sobre a medida de aproveitamento e replantação de matas públicas, inscrita na Agenda Açoriana para a Criação de Emprego e Competitividade, Luís Neto Viveiros acentuou a adesão de empresas sedeadas na Região ao desafio de novas oportunidades de negócio, assim como a significativa mão-de-obra necessária ao seu desenvolvimento.

“Passando pelo corte da madeira, pela replantação, pelo tratamento dessa madeira, pelo transporte para fora da Região, pela utilização de outros produtos que não apenas a madeira e que decorrem dessas intervenções, tudo isto envolve muita mão-de-obra”, frisou.

A Estratégia Florestal dos Açores que vai integrar a estratégia nacional, assume-se como uma linha de orientação estratégica direcionada para o desenvolvimento do setor florestal na Região e pode ser consultada em http://servicos-sraa.azores.gov.pt/grastore/DRRF/Estrategia_Florestal_Acores.pdf

RL/Gacs

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