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Matadouro da ilha de São Jorge certificado pela norma da segurança alimentar

O Secretário Regional da Agricultura e Florestas afirmou que o setor da carne na ilha de São Jorge deu esta terça-feira mais um passo importante para o seu crescimento, com a certificação do matadouro pela norma da qualidade e da segurança alimentar, um processo que abrangerá toda a rede regional de abate até ao final desta legislatura.

“Hoje damos mais um passo importante em relação ao futuro e à capacitação do setor da carne na ilha de São Jorge, que tem grande potencial para crescer”, referiu João Ponte, na cerimónia de certificação do matadouro de São Jorge pela norma ISO 22.000.

O governante afirmou que, apesar de São Jorge ainda não dispor de uma nova infraestrutura de abate, o Governo Regional não deixou de investir na modernização e na certificação das atuais instalações do matadouro, capacitando-o para os desafios do futuro e para responder convenientemente às exigências dos consumidores e dos mercados.

O Secretário Regional salientou que estão atualmente certificados os matadouros da Terceira, de Santa Maria, do Pico e de São Jorge, adiantando que já decorreram as auditorias de certificação nos matadouros das Flores, do Faial e de São Miguel, e que está agendada para o início de 2020 a auditoria ao matadouro da Graciosa.

A certificação pela norma ISO 22.000 fará com que os matadouros da Região fiquem normalizados relativamente às práticas de segurança alimentar, higiene, bem como a boas práticas de laboração, de modo a possibilitar a abertura de novos mercados para um produto de excelência, como é a carne dos Açores.

Para o governante, o investimento que foi feito para certificar o matadouro da ilha de São Jorge é uma das respostas que o Governo Regional dá ao crescimento de 23% do número de abates registados na atual legislatura neste matadouro e de 37% na exportação de bovinos.

“Apesar do ligeiro decréscimo de bovinos abatidos este ano no matadouro de São Jorge, a verdade é que o peso médio por animal é superior e este é um indicador importante”, frisou.

“É um trajeto positivo que estamos a fazer e que se sente muito em ilhas como São Jorge, Flores, Santa Maria e Pico, com grande vocação para a produção de carne”, afirmou João Ponte, considerando que os agricultores estão a fazer uma parte importante do trabalho que é preciso ainda fazer ao nível da valorização global da carne dos Açores, através da aposta na melhoria da conformação das carcaças.

GaCS/RL Açores

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