Médicos jorgenses apresentam casos do serviço insuficiente dos point-of-care a Luís Cabral

Na passada semana decorreu na ilha de São Jorge uma reunião entre o Secretário Regional da Saúde, Luís Cabral, e os médicos da Unidade de Saúde de ilha tendo sido convidados a assistir a esta reunião alguns membros do conselho de ilha.

Esta reunião teve como assunto principal os equipamentos point-of-care que tanta polémica tem gerado em São Jorge.

Em declarações à RL Açores, Fátima Silveira, que marcou presença na reunião como membro do conselho de ilha, referiu que os médicos da unidade de saúde de São Jorge “reafirmaram tudo o que têm vindo a dizer, ou seja, a necessidade de ter o laboratório de análises a funcionar 24 horas”, sendo este um serviço básico.

Os médicos “ilustraram esta necessidade com casos concretos e recentes” em que os equipamentos point-of-care se revelaram insuficientes, tendo sido “decisivo e fundamental o apoio do laboratório.

Fátima Silveira explicou que “foram casos com alguma gravidade” e que “as coisas podiam ter corrido mal se estivessem apenas dependentes do point-of-care”, salientando ainda que estas “não foram afirmações baseadas em hipóteses”, mas sim “sustentadas por casos reais.”

Fátima Silveira revelou que os ânimos se exaltaram um pouco nesta reunião por parte dos membros presentes do conselho de ilha, uma vez que os médicos estavam a falar nas vidas em risco e, por outro lado, o Secretário apenas falava em números.

“Ficar totalmente dependente dos point-of-care nos horários pós laborais não vai trazer poupança, porque essa situação vai, sem dúvida, gerar evacuações que não seriam feitas estando os laboratórios de análise a funcionar”, assegurou a conselheira, acrescentando ainda que “basta que haja uma evacuação a mais e não necessária por mês para se gastar o dinheiro que se está a gastar com a prevenção dos técnicos de laboratório”.

Fátima Silveira referiu ainda que Luís Cabral continua a defender que o point-of-care é um bom sistema.

No entanto, acrescentou que o Secretário tem de perceber que “as medidas de saúde não podem ser transversais a todas as ilhas, cada ilha tem a sua realidade”.

Fátima Silveira disse ainda manter alguma esperança, acreditando que o Secretário através de toda a informação recolhida na reunião da passada semana vai retroceder na decisão tomada de instalar definitivamente o sistema point-of-care no horário de prevenção.

Liliana Andrade/RL Açores

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