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“O poder político precisa de comunicação social imparcial e ativa, que confronte e escrutine as decisões tomadas”, defende Berto Messias

“O poder político precisa de comunicação social imparcial e ativa, que confronte e escrutine as decisões tomadas”, defende Berto Messias

O Presidente do Grupo Parlamentar do PS Açores defendeu a importância da comunicação social para o normal funcionamento das instituições e para a afirmação da democracia.

 Segundo Berto Messias, “a existência de comunicação social e de fluxos de informação imparcial, independente e credível, tenham eles a dimensão que tiverem, são sempre fundamentais no funcionamento do nosso regime democrático, na divulgação de informação e no escrutínio e confrontação do poder político.

Uma comunicação social fraca, condicionada ou pouco ativa é um perigo para qualquer democracia.”

Falando na Gala do Jornal da Praia como orador convidado, sobre os desafios da comunicação social regional e local, Berto Messias defendeu que “o normal funcionamento das instituições públicas e democráticas precisa da comunicação social. Precisa de ser escrutinado, confrontado, esclarecido, mantendo a pressão permanente e fiscalizadora sobre os decisores políticos, que tem a obrigação de prestar contas em permanência. E a comunicação social é fundamental para esse exercício de prestar contas”.

Depois de uma análise genérica às transformações que o sector tem vivido, devido às novas tecnologias, à crise económica, à redução de investimento em publicidade e à quebra de fronteiras da informação e à sua credibilidade devido ao fenómeno cada vez mais dominante das redes sociais, Berto Messias realçou ainda três dimensões fundamentais que reafirmam a importância da comunicação social regional e local.

“A herança histórica onde conseguimos ter informação fidedigna do que se passava em determinados momentos da nossa história, lendo os jornais da época. As convulsões sociais, as transformações económicas ou as evoluções culturais são mais fáceis de entender, tendo em conta os relatos noticiosos de cada período. Esse papel é também fundamental. É ele que perpetua a nossa memória, que nos permite perceber de onde vimos, o que fomos, o legado que nos deixaram e, até, as dificuldades e privações que passaram para que possamos viver como vivemos hoje”, disse Messias.

O Presidente do Grupo Parlamentar do PS realçou ainda “a importância da comunicação social para o reduzir das distâncias físicas, num arquipélago como os Açores. Antes, como agora, certamente que a ritmos muito diferentes, as dinâmicas noticiosas locais e a forma como são produzidas e difundidas, ajudaram e ajudam a aproximar as várias ilhas, as diferentes realidades económicas, sociais e culturais, bem como as necessidades dessas comunidades fisicamente distantes em momentos difíceis que infelizmente atravessámos com várias catástrofes naturais.”

“E por fim, a quarta questão, dentro deste conceito de aproximação e de diminuição de distâncias, o papel que a comunicação social local e regional têm na divulgação de informação junto das nossas comunidades que, como se sabe, tem uma dimensão significativa e dão grande valor aos instrumentos que lhes permitem estar a par da nossa realidade e do que por aqui se passa.

Noutros tempos isso era possível através das assinaturas dos jornais, agora isso é facilmente acompanhado pelas novas tecnologias disponíveis”, defendeu Berto Messias.

Para o dirigente socialista, “Tendo em conta a importância destes princípios, é aqui que as entidades públicas têm um papel fundamental.

O de garantir os apoios necessários para o normal funcionamento destes órgãos de comunicação social, com critérios bem definidos, com regras muito claras, que não deixem dúvidas sobre qualquer tipo de privilégios ou livre arbítrio na atribuição desses apoios. Não numa perspectiva de tutela e de interferência nos critérios editoriais, mas na garantia de disponibilização de fundos que permitam a manutenção ou até mesmo aumento do serviço público que muitos destes órgãos de informação promovem.”

GI PS Açores/RL Açores

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