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Obras de 15 ME na rede de matadouros contribuem para valorizar a carne dos Açores

Obras de 15 ME na rede de matadouros contribuem para valorizar a carne dos Açores

O Secretário Regional da Agricultura e Ambiente afirmou esta terça-feira, em Ponta Delgada, que o Governo dos Açores já tem a decorrer dois dos quatro concursos previstos para este ano tendo em vista a realização de obras de construção e beneficiação na rede regional de abate, num investimento global de cerca de 15 milhões de euros que vai contribuir para uma ainda maior valorização da carne açoriana.

A empreitada de beneficiação do Matadouro de S. Miguel está em concurso, enquanto a que se refere à construção de novas infraestruturas de abate no Faial se encontra em fase de análise de propostas.

Até ao final do ano serão lançados os concursos para a empreitada de beneficiação do Matadouro da Terceira e de construção de um novo matadouro na Graciosa.

Estas quatro empreitadas inserem-se nas políticas de dinamização da capacidade de exportação da Região, através da consolidação de estruturas de receção de animais, desmancha, transformação, preparação e valorização dos produtos da fileira da carne.

Luís Neto Viveiros, que falava à margem de uma audição na Comissão Permanente de Economia da Assembleia Legislativa, salientou que o maneio final dos animais e as condições de transporte até ao matadouro constituem fatores que podem influenciar o bem-estar dos animais e, em consequência, indicadores como o PH das carcaças – provocando alterações à cor e textura da carne -, frisando que este investimento público também pretende contribuir para a diminuição desses casos, ainda que percentual e genericamente reduzidos.

O titular da pasta da Agricultura afirmou que os Serviços de Desenvolvimento Agrário e os técnicos dos matadouros têm desenvolvido um trabalho de proximidade e de sensibilização, no sentido de apoiar os produtores na aplicação de práticas que reduzam os fatores que induzem esse tipo de alterações na carne.

Luís Neto Viveiros referiu que não está em causa uma questão sanitária, mas sim de valorização da carne, frisando que os matadouros disponibilizam em tempo útil aos produtores os resultados das análises, podendo os operadores optar por direcionar a carne de menor valor comercial para, por exemplo, produtos transformados.

GaCS/RL Açores

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