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Partidos da oposição açoriana criticam gestão da SATA

Partidos da oposição açoriana criticam gestão da SATA

Os trabalhos parlamentares arrancaram esta terça-feira, na Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, após a tomada de posse dos novos membros do executivo regional, iniciando-se com uma interpelação agendada pelo PCP intitulada O Grupo SATA, presente e futuro”, onde Aníbal Pires confrontou o Governo Regional com “os múltiplos episódios de gestão danosa e a total falta de estratégia para o Grupo SATA”.

Também o Presidente do Grupo Parlamentar do CDS-PP Açores, Artur Lima, pediu, esta terça-feira, uma aclaração ao Governo Regional sobre a estratégia e o futuro para as empresas do Grupo SATA, por estas, em particular a SATA Air Açores e a SATA Internacional, serem “estratégicas e de fundamental importância para o desenvolvimento dos Açores”.

“É preciso lembrar que a frota A310 da SATA está obsoleta, até porque não foram aviões comprados novos, mas já com anos de uso. Já desde 2009 que o CDS-PP tem vindo a alertar para muitos problemas no quotidiano da companhia e denunciando políticas e práticas erradas, com claros prejuízos para os Açorianos. Cinco anos depois e muitas chamadas de atenção feitas a situação em vez de melhor, piorou”, afirmou Artur Lima.

Quanto à estratégia comercial da SATA, o Líder Parlamentar popular considerou que “não é a melhor”, recordando que “o CDS-PP não pode deixar de lembrar que a SATA é uma empresa Açoriana que, em primeiríssima instância, tem que servir os Açorianos”.

O Presidente da bancada parlamentar democrata-cristã referiu ainda, como causas justificativas para o “descalabro” da companhia a realização “de rotas esotéricas que tem acarretado altíssimos prejuízos, como sejam os casos da Madeira, onde perdeu cerca de 6 milhões de Euros, ou do Brasil, onde estourou mais de um milhão” ou porque “o Governo Regional não reembolsa as indemnizações compensatórias pelo serviço público de transporte aéreo inter-ilhas, nem paga as deslocações dos utentes do Serviço Regional de Saúde, obrigando a empresa a recorrer sistematicamente a empréstimos com juros e spreads acarretam aumentos de custos incomportáveis”.

Em síntese, afirmou, “sobretudo a SATA está como está porque discrimina Açorianos e não serve os Açores”, pelo que é fundamental a existência de uma aclaração do acionista da SATA sobre a estratégia de futuro do Grupo.

PCP/CDS-PP Açores/RL Açores

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